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Sábado, 13 de Setembro de 2008, 10h:16
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Candidatos agora reclamam de tempo escasso
O candidato à reeleição Murilo Domingos (PR) é o único em Várzea Grande que não contratou assessoria de marketing para a sua campanha política. Segundo sua assessoria, o tempo reduzido no programa eleitoral e a falta de recursos foram os principais motivos para não contratar um profissional nestas eleições. Um de seus coordenadores, Jevérson Messias informou que foram contratados uma agência e uma produtora que, de certa forma, também cooperam nas estratégias políticas. Por outro lado, o democrata Júlio Campos tem o marqueteiro José Roberto Amador (Bebeto), que utiliza o pouco espaço na TV para mostrar o que Júlio fez em Várzea Grande na época em que foi prefeito da cidade. Durante o programa, Júlio não deixa de criticar a atual gestão e os maiores problemas: funcionamento do Pronto Socorro Municipal, o desabastecimento de água e a falta de segurança no município. Para Bebeto, a redução do horário eleitoral tem confundido o eleitor, admitindo que nesse tempo a audiência é baixa e não atinge a média dos 18 pontos. Para o marqueteiro, com as novas regras da minirreforma eleitoral, Várzea Grande perde ainda mais. O grau de interesse da população sobre a política é muito baixo. E com as proibições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficou ainda mais difícil. Nem parece que estamos em clima de campanha, não se vê nada nas ruas, argumentou. O peemedebista Nico Baracat também aproveita a TV para tecer críticas à atual gestão00. Com o horário reduzido, Nico tenta lembrar a população do que fez em prol da cidade industrial na época em que era deputado estadual. Nico está enfrentando duas montanhas de dinheiro. Essa é a realidade, não tem o que questionar. Existem duas opções, ou a população vota em Nico, ou tudo vai continuar do jeito que está, argumentou Antero Paes de Barros, marqueteiro da sua campanha. Antero não poupou palavras ao disparar contra os aliados de Júlio Campos. Segundo ele, a matéria divulgada sobre o hospital metropolitano localizado no bairro Cristo Rei e que mostra o deputado estadual Maksuês Leite (PP) como o pai da obra não passa de uma mentira espalhafatosa. Essa obra começou ainda no governo de Dante de Oliveira, em 2004 e ficou engessada até 2007, com o governador sentado em cima dela (referindo-se a obra), criticou. Curiosamente, a matéria sobre o hospital foi transmitida na quarta-feira (10) pelo programa Comando Geral apresentado pelo parlamentar. Sobre o assunto, Antero mandou recado ao parlamentar e lembrou que o mesmo deixou seu projeto de candidatura para apoiar Júlio Campos, na época, seu principal adversário. Maksuês deveria utilizar esse espaço na TV para explicar a negociação dele com o Júlio Campos, disse. (JP)