Câmara de Vereadores afasta de novo prefeito de Ipiranga
SONIA FIORI
Da Reportagem
A Câmara Municipal de Ipiranga do Norte decretou a perda do cargo e a cassação do prefeito afastado do município, Ilberto Effting (PPS). A decisão, que contou com sete votos favoráveis e dois contra, ocorreu durante sessão realizada na segunda-feira (18). A medida assegura a permanência à frente da administração da cidade do vice-prefeito, Orlei José Grasseli (PTB). Orlei tomou posse no dia 08 de maio de 2007, após o afastamento do titular pela segunda vez. Effting é acusado por crime de responsabilidade sobre desvio de recursos do caixa da prefeitura. O advogado do prefeito, Ronan de Oliveira Souza, negou as acusações e disse que irá recorrer da decisão. A celeuma entre o prefeito de Ipiranga do Norte e a Câmara Municipal promete continuar. Effting foi afastado da administração municipal por duas vezes. Na primeira, o legislativo municipal afastou o prefeito por decreto. Effting recorreu na comarca da cidade garantindo o direito de voltar a comandar a administração municipal. Os vereadores recorreram no Tribunal de Justiça de Mato Grosso conseguindo assegurar novamente o afastamento de Effting. A Câmara Municipal acusa o prefeito por crime de responsabilidade e conduta incompatível com o cargo. Vereadores sustentam que Effting teria confessado o crime ao ter devolvido aos cofres públicos a quantia de R$ 126 mil oriunda de apropriação indébita. Parlamentares alegam ainda que possuem o documento da devolução dos recursos, o que indicaria o envolvimento do prefeito. O advogado do chefe do executivo municipal, Ronan de Oliveira Souza, deu outra versão para o caso. Segundo Ronan, ao perceber o desvio da verba, Effing teria devolvido os recursos com a devida correção. Contudo, o crime não teria sido cometido pelo prefeito e sim por assessores da prefeitura sem o prévio conhecimento do mesmo. O que o prefeito fez foi devolver o dinheiro assim que percebeu o que estava acontecendo. Mas isso não significa que ele está envolvido. A legislação assegura que o ordenador de despesas não é responsável por erro de assessores, explicou. Segundo a Câmara Municipal, auditoria preliminar realizada nas contas da prefeitura do município revelou várias irregularidades como na construção de pontes e fornecimento de óleo diesel. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) teria apontado ainda cerca de 50 irregularidades no balanço financeiro da administração de Effting no exercício de 2006.