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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

Primeira Página
Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012, 21h:23

IPTU

Câmara aprova aumento de 25% para janeiro

Vereadores votaram ‘a toque de caixa’ mensagem do Executivo, encaminhada por Chico Galindo, mas idealizada pelo prefeito eleito Mauro Mendes

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Como “presente” de Natal, os cuiabanos ganharão o aumento de 25% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A mensagem do reajuste foi aprovada ‘a toque de caixa’ pelos vereadores na final de tarde de ontem (21), em regime de urgência especial, e passa a valer a partir de janeiro. A proposta foi assinada pelo atual prefeito Chico Galindo (PTB) a pedido do empresário Mauro Mendes (PSB), que passa a comandar o Palácio Alencastro a partir de 1° de janeiro. O projeto prevê um ajuste na alíquota predial do imposto de 0,4% para 0,5%. Desta forma, todos os cidadãos que possuem área edificada sofrerão com o aumento. Além disso, dobrou o valor referente à isenção. Não pagarão IPTU aqueles que têm imóvel de até R$ 50 mil. Apenas os vereadores Toninho de Souza (PSD), Domingos Sávio (PMDB), Francisco Vuolo (PR) e Edivá Alves (PSD) foram contrários à medida. O social-democrata classificou o “ajuste” de “presente de grego”. Segundo ele, esta é uma forma de castigar a população, uma vez que, para ele, “não há justificativas para efetuar o aumento”. Já Edivá afirma que a solução não é aumentar o IPTU e sim diminuir a inadimplência. “O IPTU já esta num valor considerável. O que falta não é alíquota, é receber de todo mundo. Falta gestão”. Em 2010, entretanto, o imposto recebeu incremento por conta da atualização da planta genérica, que estava há 13 anos sem sofrer correções. Isso impactou, numa média geral, um valor dobrado do que o contribuinte costumava pagar. Além deste, os vereadores aprovaram outros 16 projetos de autoria do Executivo, entre eles a Lei Orçamentária Anual para 2013. Orçada em R$ 1,6 bilhão, o orçamento foi aprovado por unanimidade com seis emendas modificativas, uma substitutiva e uma coletiva modificativa. Apenas uma proposta a LOA foi rejeitada. Trata-se da limitação de alocações no orçamento. Os vereadores Domingos Sávio e Toninho de Souza queriam fixar em 5% o remanejamento realizado pelo prefeito. Caso fosse necessário ultrapassar este limite, teria que passar pela aprovação do Legislativo. Os parlamentares foram “voto vencido”. A mesa diretora, por sua vez, teve seis mensagens de sua autoria aprovadas. Entre elas, o aumento do salário dos vereadores, do prefeito, do vice-prefeito e de secretários e DGAs da Câmara. Com isso, os parlamentares eleitos este ano passarão a ter um salário de R$ 15 mil. O prefeito e o vice receberão, a partir de janeiro, R$ 22 mil e R$ 15 mil, respectivamente. O mesmo valor será pago aos secretários municipais. Já os cargos em comissão da Câmara receberam um incremento de R$ 3 mil. De R$ 5 mil, o salário deles foi para R$ 8 mil. Isso representa um aumento de aproximadamente R$ 300 mil na folha de pagamento da Casa. Segundo o presidente, vereador Júlio Pinheiro, o ajuste foi feito dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. O Legislativo possui um duodécimo de R$ 32,4 milhões para o próximo ano. “Vamos atingir 52% do orçamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite que cheguemos a até 54%. A folha vai subir de R$ 1 milhão para R$ 1,3 milhão. Está dentro do nosso orçamento. Aliás, nós estamos lutando para aumentá-lo com a receita vinda da venda da Sanecap”. Além disso, também foi criada a Secretaria de Planejamento da Câmara. De acordo com Pinheiro, agora é possível cooptar recursos externos como emendas federais. “Vamos poder receber recursos e, com eles, capacitar nossos funcionários e tirar a [sede da] Câmara daqui”. A Câmara realizou cinco sessões extraordinárias. Estas foram as últimas sessões do ano.

Edição EDIÇÃO 16959




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