As novas diligências que o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Polícia Federal no inquérito dos aloprados não colocam Blairo Maggi sob investigação. É o que o informou ontem o procurador Douglas Araújo, que pediu as novas investigações depois da publicação da reportagem da revista Veja, na semana passada. O procurador lembrou que eventual investigação envolvendo pessoas com foro especial, como é o caso de senador, as investigações competem ao Procurador-Geral da República. Portanto, essas novas diligências não colocam nenhuma autoridade com foro especial sob investigação, salvo o caso de surgirem indícios de participação de autoridades no esquema criminoso, quando então os autos devem, por lei, ser remetidos ao PGR, esclareceu o procurador. Outros políticos que foram citados e que têm foro especial são o ministro da Ciência e Tecnologia Aloísio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo em 2006, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O inquérito que investiga a compra de um dossiê com documentos falsos para ligar José Serra a fraudes no Ministério da Saúde tramita na Justiça de Mato Grosso há cinco anos e até hoje não houve denúncia. O grande entrave é que até agora não os investigadores não descobriram a origem do dinheiro apreendido e que seria usado para pagar o dossiê. Essa investigação é um desdobramento da operação sanguessugas, que investigou a compra de ambulâncias com valor superfaturados para prefeituras do interior do Brasil, por meio de emendas parlamentares. Cinco anos depois um petista declara que esquema semelhante tramado contra Serra também foi articulado em Mato Grosso, apenas com a intenção de manchar a imagem de adversários políticos. Com relação às novas investigações ao inquérito dos Aloprados, a Polícia Federal tem prazo de 90 dias para realizar as novas diligências. (ARF)