Primeira Página
Terça-feira, 14 de Maio de 2013, 20h:24
A
A
Arrecadação insuficiente é o maior problema
O prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), afirma que as dificuldades enfrentadas pelo município são históricas e vão de baixa arrecadação tributária até a instabilidade política. Temos uma receita ineficiente, pífia. Só no ano passado, com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) teríamos que arrecadar R$ 50 milhões, mas arrecadamos apenas R$ 7 milhões, afirma. Com isso, os serviços públicos ficam prejudicados e a situação de reabilitação da cidade fica presa a recursos do governo do Estado e da União. O peemedebista ressalta o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que contemplou o município este ano com R$ 18 milhões a serem investidos em obras. Com os últimos anos conturbados politicamente pela troca frequente de prefeitos, Walace afirma que está firme no cargo. Passaram pela prefeitura nos últimos quatro anos, ao menos quatro prefeitos: Murilo Domingos (PR), que teve o mandato cassado, e seu vice, Tião da Zaelli (PSD), além dos ex-presidentes da Câmara, Maninho de Barros (PSD) e João Madureira (PSC). Tião, após perder a reeleição em 2012, renunciou ao cargo. Durante o tempo em que esteve à frente do município ele também foi alvo de denúncias. Deixou o cargo de prefeito para Maninho, que concluiu a gestão passada. Entramos numa cidade que estava ao abismo, que viveu momentos de muita dificuldade, estava inadimplente sobre todas as certidões e sem poder receber recursos federais. Hoje, a situação já está normalizada, garante Walace. Ele afirma que a cidade, que um dia já foi chamada de esquecida pelo poder público, hoje é lembrada por várias lideranças mato-grossenses. Tínhamos o 13º salário dos servidores atrasado, salvo um contrato ou outro. Hoje, todos têm o pagamento em dia, afirma, em referência à primeira ação adotada ao assumir o município. Tião da Zaelli, por sua vez, pontua como o principal problema - que passa de gestão em gestão - a baixa arrecadação em comparação aos investimentos necessários. Além disso, a dependência do município em relação à Capital. Em pouco tempo à frente de Várzea Grande tentei mostrar que o caminho do desenvolvimento estava no ambiente de independência. Historicamente somos dependentes de Cuiabá: no entretenimento, na economia, na saúde e em infraestrutura, diz o ex-prefeito. Ele pontua que esta procura por setores e serviços que Várzea Grande não consegue oferecer é o que faz o município continuar sendo uma cidade dormitório. (LB)