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Sábado, 18 de Maio de 2013, 13h:57
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NOVA SEDE
Após atentado, presidente reitera pedido de terreno
O atentado ao Palácio Pascoal Moreira Cabral fez com que o presidente do Legislativo Municipal, vereador João Emanuel (PSD), enfatizasse a necessidade de mudança de sede da Câmara de Cuiabá. O social-democrata afirma que já reiterou o pedido feito ao governador Silval Barbosa (PMDB) em abril deste ano. Protocolei o pedido na Casa Civil para saber, primeiro, a questão da área. Nós alocamos um terreno, já o indicamos e oficializamos o pedido ao governador, pois ela pertence ao Estado. Mas ainda não há uma definição, explica. De acordo com o parlamentar, Silval pediu mais tempo para analisar o pleito. Enquanto isso, nós estamos reforçando a segurança dentro e fora do prédio. Todo e qualquer movimento contra a Câmara não é apenas um atentado contra os vereadores, mas contra toda a população, frisa. As declarações de João Emanuel são por conta das duas bombas caseiras - conhecidas como coquetel molotov - que foram arremessadas nas janelas do prédio na madrugada da última segunda-feira (13). Outras duas foram encontradas do lado de fora. Os artefatos eram feitos de querosene e gasolina, segundo a perícia policial. As armas atingiram os gabinetes dos vereadores Ricardo Saad (PSDB) e Toninho de Souza (PSD). Ambos foram intimados pela Polícia Civil na última sexta-feira (17) para prestar depoimento. O intuito é descartar a hipótese de motivação política do atentado. João Emanuel afirma que esta não é a primeira vez que alguém atenta contra a Câmara. No início desta Legislatura, um homem aramado tentou entrar no gabinete da presidência. O social-democrata afirma que, após o aval do governador, passará a trabalhar para elaborar o projeto e conseguir recursos para viabilizá-lo. Depois da definição é que vamos poder trabalhar o projeto. Vamos fazer uma parceria com o instituto Uniselva, da UFMT e vamos fazer disso uma tese de monografia de alunos. Eles já cederiam o projeto para gente. Então, com isso, transformar-se-ia o Paço Pascoal Moreira Cabral, onde há o Marco do Centro Geodésico, em um museu. Um local de contemplação, que pudesse trazer a cultura e o turismo. Fazer, de repente, um museu de arte contemporânea de Cuiabá. Ele seria destinado a isso e faria essa permuta, adianta. (KA)