Mesmo destacando sua admiração pelo governador Blairo Maggi (PR), o deputado federal Ciro Gomes preferiu se manter na linha da neutralidade sobre a composição a ser seguida em Mato Grosso pelo partido. Porém, usando o velho ditado de que em política tudo é possível, demonstrou entendimento de que a legenda poderá se aliar a siglas que não estão tão próximos do PSB nessa fase de discussões. O presidente estadual do partido, Valtenir Pereira, prefere dizer que ainda é cedo para avaliar o cenário de alianças. Ele reconhece o estreitamento com siglas como o PDT e o PPS, mas frisa que a composição eleitoral só será definida em 2010. Ele admite a possibilidade de a legenda discutir o processo eleitoral com o núcleo formado entre PR, PMDB e PT. NACIONAL - Na tarde de ontem, Ciro Gomes reforçou sua admiração pela atuação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Entretanto, tratou logo de esclarecer que mesmo que o PSB venha a declinar da candidatura à Presidência teria como opção apoiar nomes como o da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff ou a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PV). O deputado disse que é amigo de Aécio, mas que seguirá o apoio dado pelo partido ao governo do presidente Lula. Ciro não dispensou críticas ao governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e, de quebra, ao governador de São Paulo, José Serra, do mesmo partido. Ao analisar novos episódios do quadro político nacional, o deputado saiu em defesa do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Até que me provem o contrário, é um homem inocente, disse. Azeredo virou réu em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga suposto esquema de desvio de dinheiro de empresas públicas mineiras e prática de caixa 2 durante sua campanha de reeleição ao governo do Estado, no pleito de 1998. (SF)