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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013, 21h:37

TEMPORARIAMENTE

AL suspende edital de concurso público

Recomendação partiu da própria comissão organizadora, que orientou mudanças em itens questionados. Novo texto será divulgado em 12 de agosto

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Após muita polêmica, a Assembleia Legislativa suspendeu o edital do concurso público aberto na semana passada. A medida atende a uma recomendação da própria comissão organizadora do certame. O edital ficará suspenso até o próximo dia 12, quando um novo texto deve ser divulgado. Conforme nota da mesa diretora da AL, entre as mudanças previstas está a regulamentação da participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na comissão de acompanhamento do concurso. Desde o lançamento do edital, o certame é alvo de críticas. Ao todo, 30 denúncias chegaram ao Ministério Público do Estado (MPE). A última, inclusive, foi protocolada ontem (25), momentos antes de o Poder Legislativo se manifestar sobre a suspensão. A queixa partiu do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e da ONG Moral, que entregaram ao promotor de justiça Clovis de Almeida Junior documentos com acusações contra o Instituto Brasiliense de Direito (IDP), contratado para realizar o processo de seleção. Entre as supostas irregularidades citadas pelas entidades estaria uma suposta parceria do IDP com um cursinho preparatório para concursos localizado em Cuiabá e Cáceres. Do edital, em si, a ONG Moral e o MCCE questionaram pontos como a exigência de que as inscrições sejam feitas pela internet, o que excluiria parte da população interessada no certame; a utilização de uma lei do Mato Grosso do Sul para justificar a isenção do pagamento da taxa de inscrição; bem como o fato do prazo para o pagamento dos boletos se encerrar antes do resultado sobre os pedidos de isenção. Os instituições ainda suspeitavam que a seleção de novos servidores teria como objetivo apenas “acomodar” funcionários que já atuam na Casa em regime de contratos temporários ou assessores de parlamentares. Alguns questionamentos também partiram de radialistas e estudantes do curso de graduação em Rádio e TV da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Eles reclamaram do fato do edital não levar em conta a existência de um curso superior para quem pretende atuar no setor. Conforme o edital suspenso, qualquer pessoa com nível médio de escolaridade poderia se candidatar às vagas. O IDP, por sua vez, rebateu parte das queixas. Garantiu que o único vínculo que teve com o curso preparatório já foi desfeito e que tratava apenas de uma parceria para fornecer aulas de pós-graduação. O instituto sustentou ainda possuir a experiência necessária para realizar concursos, bem como ter cumprido todas as exigências da AL durante o processo de licitação do qual saiu vitorioso. O certame da AL era anunciado desde o ano passado. Ao todo, ele oferece 430 vagas, sendo 215 para o nível médio, 207 para nível superior e 8 para nível superior B. Os salários variam de R$ 2.286,22 a R$ 6.057,93. A mesa diretora da AL garante que os candidatos que já realizaram suas inscrições não serão prejudicados. Com a publicação do novo edital, o prazo de inscrições que terminaria hoje (26) deve ser prorrogado.

Edição EDIÇÃO 16964




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