Primeira Página
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013, 21h:41
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Advogado traça duas estratégias de defesa
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O advogado Eduardo Mahon, responsável pela defesa do vereador João Emanuel (PSD), tem duas estratégias para tentar reverter a situação do social-democrata perante a Justiça. Solicitou, já na quinta-feira (28), a revisão do afastamento do parlamentar da presidência da Câmara de Cuiabá, tanto na esfera civil quanto na criminal; e deve questionar a legalidade do vídeo considerado uma das principais provas do Ministério Público contra João Emanuel. Para Mahon, não havia necessidade de afastar o parlamentar do cargo de presidente, já que ele vinha colaborando com as investigações. Conforme o advogado, a juíza que concedeu o afastamento na vara criminal sequer tinha conhecimento de que o vereador havia apresentado os documentos solicitados e prestado depoimento. Ela não foi informada de que o João já havia apresentado todos os documentos solicitados, que havia entregado cópia integral do processo de licitação investigado, que ele e mais três servidores da Câmara já haviam prestado depoimentos. Esses fatos foram levados ao conhecimento dela por nós, argumenta Mahon, pontuando que o mesmo ocorreu no âmbito civil. Com relação ao vídeo, o advogado sustenta que houve edição. Fiquei perplexo de como foi articulado este vídeo. Os promotores falam que não foi editado, mas, tanto foi, que tem legenda e relógio. Qualquer analfabeto sabe que, para colocar legenda em um vídeo, é necessário edição. Além disso, as gravações possuem uma série de lapsos. Mahon defende que a gravação não seja utilizada como prova. Alega que foi entregue ao MP por uma pessoa que não faz parte do caso. O vídeo em questão, além de ser produto de uma ação política, é clandestino, porque providenciado por terceiros, não a própria suposta vítima. Conforme o depoimento do policial, foi o próprio secretário [de Gestão de Cuiabá, Pascoal Santullo Neto] quem encaminhou o material, nitidamente editado, ao procurador-geral Paulo Prado, diz o advogado. Considerando o depoimento do servidor da prefeitura e o claro envolvimento do secretário e do advogado José Antônio Rosa, saio dessa crise maior do que entrei, porque nitidamente demonstrado o interesse político de interferência no Parlamento Cuiabano, afirmou João Emanuel em nota à imprensa.