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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009, 21h:14

PACENAS 2

Adversários e aliados evitam comentários

Líderes políticos de diferentes correntes evitam analisar a operação em relação ao projeto tucano de lançar Wilson Santos ao governo

SONIA FIORI
Da Reportagem
Desencadeada pela Polícia Federal, anteontem, a Operação Pacenas, que desmantelou suposto esquema de fraudes nas licitações das obras do PAC de Cuiabá, poderá trazer reflexos negativos sobre o projeto do PSDB para 2010 – que aposta todas as cartas no nome do prefeito Wilson Santos (PSDB) como candidato virtual ao governo. Mesmo reconhecendo nas conjecturas de que o quadro é no mínimo negativo para os tucanos, líderes políticos do Estado evitam expor opinião sobre o assunto para evitar possível confronto com o PSDB, nem mesmo os. Principal líder do DEM de Mato Grosso, o senador Jayme Campos não quis comentar a questão. Disse apenas que devido a sua agenda atribulada não teve tempo para pensar sobre no episódio. O democratas e o PSDB estudam a construção de aliança com vistas ao pleito de 2010. Presidente estadual do DEM, Oscar Ribeiro também destacou ontem que prefere não se pronunciar a respeito do caso. Para a senadora Serys Slhessarenko (PT), principal partido de oposição ao tucano, o PSDB poderá sofrer danos políticos caso fique comprovada irregularidade ligada ao prefeito Wilson Santos. No entanto, ela destacou que conforme dados da própria Polícia Federal, não haveria ligação de possíveis irregularidades com o prefeito. “Como tem essa posição da Polícia Federal, acredito que não haverá reflexos negativos sobre o nome do prefeito Wilson Santos”, disse. Ao ser questionado sobre o peso da operação para o PSDB, o presidente do diretório regional do PMDB, Carlos Bezerra, disse que não poderia emitir opinião sobre as conseqüências do ocorrido para os planos do PSDB, já que ainda não se conhece o resultado da operação. “É complicado julgar uma situação dessas até porque nem se sabe o que realmente aconteceu, por isso não posso avaliar que tipo de reflexo para o partido poderia ocorrer”, avaliou Bezerra. No entanto, o presidente do PMDB chamou a atenção para o que considerou um episódio desagradável para Mato Grosso e mais especificamente para Cuiabá. “Minha preocupação é com as conseqüências disso para o município. Depois de praticamente duas décadas com poucos investimentos, Cuiabá tinha agora a chance de ter as obras que precisa. A cidade está se verticalizando e os recursos do PAC são uma oportunidade histórica para garantir os projetos que a população precisa”, enfatizou. Presidente estadual do PR, o candidato ao Senado, Wellington Fagundes, também preferiu não comentar o assunto – a respeito da repercussão do episódio para o PSDB. No entanto, também demonstrou preocupação com as conseqüências do ocorrido para a Capital. O parlamentar teme, por exemplo, que o contexto da operação Pacenas possa interferir de forma negativa no cenário que se desenha para a Copa de 2014. “As obras do PAC são muito importantes para a consolidação do Mundial. O prefeito suspendeu o pagamento das empresas e temo por essa medida, porque isso pode gerar a paralisação das obras”, ponderou. Candidato do PMDB ao governo, o vice-governador Silval Barbosa também destacou ontem decisão de se manter neutro em relação à análise sobre o assunto.

Edição EDIÇÃO 16969




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