Primeira Página
Sábado, 09 de Setembro de 2006, 14h:53
A
A
PESQUISA IPEC
57% não sabem em quem votar para federal
Apesar do analista afirmar que indecisão é por conta dos escandâlos, Pedro Henry está à frente na disputa pela Câmara Federal
MARCIA RAQUEL
Da Reportagem
A menos de um mês das eleições, 57,65% dos mato-grossenses ainda não definiram em quem vão votar para deputado federal. O alto índice de eleitores indecisos, verificado na pesquisa realizada pelo Ipec entre os dias 31 de agosto a 02 de setembro, demonstra o impacto dos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo os parlamentares federais. Dos oito integrantes da bancada mato-grossense, seis estão sendo investigados por suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias, cinco respondem a processo no Conselho de Ética: Pedro Henry (PP), Welinton Fagundes (PL), Ricarte de Freitas (PTB), Lino Rossi (PP) e Celcita Pinheiro (PFL), e uma, Teté Bezerra (PMDB), consta na lista de investigados do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os eleitores que já se decidiram, 5,01% afirmaram votar em Pedro Henry (PP), que aparece em primeiro lugar na pesquisa. O segundo no ranking é Carlos Abicalil (PT), que obteve 4,74% da preferência do eleitorado. Em terceiro lugar está Eliene Lima (PP) com 4,35% das intenções de voto. Welinton Fagundes é o quarto da lista com 3,89% da preferência dos entrevistados. O ex-senador Carlos Bezerra (PMDB) aparece em quinto com 3,03%, Homero Pereira (PPS) em sexto com 2,90%, Celcita Pinheiro em sétimo com 1,84% e Chico Daltro (PP) com 1,78%. As eleições para os cargos de deputados federal e estadual são proporcionais, ou seja, as vagas são distribuídas conforme a quantidade de votos de cada partido político ou coligação e não pela votação individual de cada candidato. Isso significa dizer que nem sempre os postulantes mais votados são eleitos. Para o diretor do Ipec, João Albert, o percentual de indecisos é reflexo da crise que abalou o Congresso Nacional. Historicamente o último voto a ser escolhido é o de deputado federal, mas em função da crise essa indecisão se acentuou mais, ponderou. Albert ressalta que este índice de indecisão pode ocasionar surpresas. A pesquisa mostra apenas um indicativo, as pessoas que aparecem são as que foram lembradas, mas hoje o voto distrital já está posto, ou seja, um determinado candidato que não aparece pode vir com muitos votos, analisou. O Ipec ouviu 1.518 pessoas em 60 municípios das seguintes regiões: Baixada Cuiabana (Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Jangada), Norte (Sinop, Alta Floresta, Sorriso, Peixoto do Azevedo, Colider, Terra Nova do Norte, Carlinda, Itaúba e Santa Carmem), Sul (Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Poxoréo, Guiratinga, Juscimeira, Dom Aquino e São José do Povo), Médio Norte (Tangará, Barra do Bugres, Diamantino, Nova Olímpia, Nortelândia, Denise, Arenápolis, Santo Afonso e Nova Marilândia), Oeste (Cáceres, Pontes e Lacerda, Mirassol DOeste, São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Jauru, Figueirópolis e Glória do Oeste), Vale do Araguaia (Barra do Garças, Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, General Carneiro, Pontal do Araguaia e Torixoréu), Noroeste (Juína, Juara, Juruena, Castanheira, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte), e Baixo Araguaia (Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira e Alto da Boa Vista). A margem de erro é de aproximadamente 3% para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%. A consulta foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral MT sob o n.º 1210-2006 Classe-15.