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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

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Sábado, 09 de Setembro de 2006, 14h:53

PESQUISA IPEC

57% não sabem em quem votar para federal

Apesar do analista afirmar que indecisão é por conta dos escandâlos, Pedro Henry está à frente na disputa pela Câmara Federal

MARCIA RAQUEL
Da Reportagem
A menos de um mês das eleições, 57,65% dos mato-grossenses ainda não definiram em quem vão votar para deputado federal. O alto índice de eleitores indecisos, verificado na pesquisa realizada pelo Ipec entre os dias 31 de agosto a 02 de setembro, demonstra o impacto dos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo os parlamentares federais. Dos oito integrantes da bancada mato-grossense, seis estão sendo investigados por suposto envolvimento com a máfia das ambulâncias, cinco respondem a processo no Conselho de Ética: Pedro Henry (PP), Welinton Fagundes (PL), Ricarte de Freitas (PTB), Lino Rossi (PP) e Celcita Pinheiro (PFL), e uma, Teté Bezerra (PMDB), consta na lista de investigados do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os eleitores que já se decidiram, 5,01% afirmaram votar em Pedro Henry (PP), que aparece em primeiro lugar na pesquisa. O segundo no ranking é Carlos Abicalil (PT), que obteve 4,74% da preferência do eleitorado. Em terceiro lugar está Eliene Lima (PP) com 4,35% das intenções de voto. Welinton Fagundes é o quarto da lista com 3,89% da preferência dos entrevistados. O ex-senador Carlos Bezerra (PMDB) aparece em quinto com 3,03%, Homero Pereira (PPS) em sexto com 2,90%, Celcita Pinheiro em sétimo com 1,84% e Chico Daltro (PP) com 1,78%. As eleições para os cargos de deputados federal e estadual são proporcionais, ou seja, as vagas são distribuídas conforme a quantidade de votos de cada partido político ou coligação e não pela votação individual de cada candidato. Isso significa dizer que nem sempre os postulantes mais votados são eleitos. Para o diretor do Ipec, João Albert, o percentual de indecisos é reflexo da crise que abalou o Congresso Nacional. “Historicamente o último voto a ser escolhido é o de deputado federal, mas em função da crise essa indecisão se acentuou mais”, ponderou. Albert ressalta que este índice de indecisão pode ocasionar surpresas. “A pesquisa mostra apenas um indicativo, as pessoas que aparecem são as que foram lembradas, mas hoje o voto distrital já está posto, ou seja, um determinado candidato que não aparece pode vir com muitos votos”, analisou. O Ipec ouviu 1.518 pessoas em 60 municípios das seguintes regiões: Baixada Cuiabana (Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Jangada), Norte (Sinop, Alta Floresta, Sorriso, Peixoto do Azevedo, Colider, Terra Nova do Norte, Carlinda, Itaúba e Santa Carmem), Sul (Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Poxoréo, Guiratinga, Juscimeira, Dom Aquino e São José do Povo), Médio Norte (Tangará, Barra do Bugres, Diamantino, Nova Olímpia, Nortelândia, Denise, Arenápolis, Santo Afonso e Nova Marilândia), Oeste (Cáceres, Pontes e Lacerda, Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Jauru, Figueirópolis e Glória do Oeste), Vale do Araguaia (Barra do Garças, Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, General Carneiro, Pontal do Araguaia e Torixoréu), Noroeste (Juína, Juara, Juruena, Castanheira, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte), e Baixo Araguaia (Confresa, Porto Alegre do Norte, Ribeirão Cascalheira e Alto da Boa Vista). A margem de erro é de aproximadamente 3% para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%. A consulta foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral –MT sob o n.º 1210-2006 Classe-15.

Edição EDIÇÃO 16960




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