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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

POLÍTICA
Sábado, 28 de Junho de 2025, 08h:55

XADREZ ELEITORAL

Médica se diz "pronta" e aquece a disputa pelo Governo do Estado

Também empresária da área de Saúde, Natasha Slhessarenko é opção do PSD e um fato novo nas articulações para 2026

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
Divulgação
A médica Natasha Slhessarenko, que sinaliza para a disputa pelo comando do Palácio Paiaguás

O PSD pode sair da condição de coadjuvante para protagonista em Mato Grosso, nas eleições de 2026, mesmo sendo, na atualidade, um partido aliado de primeira ordem do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ser candidato à reeleição.

Isto por causa da posição assumida pela médica e empresária Natasha Slhessarenko, que manifestou interesse de seguir os passos da mãe, a ex-senadora e ex-deputada estadual, Serys Slhessarenko, na vida pública. Ela desistiu diante de articulações de dirigentes do PSB, seu então partido, que a impediram de disputar, em 2022, vaga no Senado, e em 2024, a Prefeitura de Cuiabá.

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Nas duas eleições, o PSB preferiu permanecer na base do Governo Mauro Mendes, que apoiou, em 2022, Wellington Fagundes ao Senado. E em 2024, em Cuiabá, apoiou a candidatura do deputado Eduardo Botelho (União), no primeiro turno.

O segundo turno em Cuiabá foi disputado pelo atual prefeito, Abilio Brunini (PL), contra o deputado Lúdio Cabral (PT).

Agora, o cenário é outro, pois o nome de Natasha Slhessarenko aparece diante do vácuo do PT, que não tem um nome consistente para disputar o Governo do Estado e oferecer um palanque para a candidatura à reeleição do presidente Lula.

Apesar de não ser a única opção dos partidos de centro-esquerda ou de esquerda, o nome de Natasha Slhessarenko chega com atributos mais do que interessantes, como o fato de ser nova em política, sem desgaste e médica. Portanto, uma pessoa mais humana, empresária de sucesso, de família tradicional em política partidária e ser mulher.

O grupo teria ainda o ex-prefeito de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), José Carlos do Pátio (PSB), como possível pretendente ao Governo do Estado. Haveria também uma a pressão de ala do PT em favor da ex-deputada federal Rosa Neide. Em 2022 quando disputou a reeleição à Câmara, ela foi a mais votada, com quase 125 mil votos, mas não venceu em razão de seu partido não atingir quociente partidário, no contexto de uma federação.

O fator novidade tem peso considerável em política eleitoral, ainda mais quando se tem um quadro de possíveis candidatos com algum tipo de desgaste, e os partidos batendo cabeça para conseguir compor todos os aliados diante do restrito número de vagas para disputas majoritárias de governador e vice e duas vagas para o Senado da República, com os respectivos quatro suplentes, dois para cada uma das vagas.

O nome de Natasha Slhessarenko chega ao momento em que os partidos tentam definir seus principais nomes para disputar as principais vagasm que são as funções majoritárias que vão de presidente e vice-presidente da República; de 27 governadores e vices dos estados; de 54 (ou 2/3) das vagas no Senado; de 531 deputados federais e de 1.089 deputados estaduais, contabilizando as novas vagas aprovadas pelo Congresso Nacional e que começam a ter validade em 2027.

Escolada, sem ter participado de nenhuma eleição, mas sim do processo eleitoral em que acabou sendo alijada, Natasha Slhessarenko se limitou a dizer que se considera pronta para enfrentar novos desafios, e apresentou uma postura independente.


Edição EDIÇÃO 16962




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