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Cuiabá MT, Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

POLÍTICA
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2025, 10h:33

STF DECRETA PREVENTIVA

Ex-diretor da PRF é preso pela PF no Paraguai, ao tentar fugir

Condenado pelo STF, Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica. Ele tentava embarcar para El Salvador

RAQUEL LOPES
Da Folhapress - Brasília
G1
Foto obtida pela PF mostra Silvinei Vasques após ser preso no Paraguai, quando tentava fugir

O ex-diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasque,s foi preso nesta sexta-feira (26) no Paraguai, segundo a Polícia Federal.

Ele havia sido condenado neste mês a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) como participante de um dos núcleos da trama golpista do Governo Jair Bolsonaro (PL).

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Silvinei foi preso no aeroporto de Assunção, quando tentava embarcar em voo internacional para El Salvador com um passaporte paraguaio falso.

Ele rompeu a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina e ido de carro para o Paraguai.

Segundo membros da Polícia Federal, quando houve o rompimento da tornozeleira, a corporação acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e houve a decretação da prisão preventiva.

Segundo integrantes do Governo brasileiro, Silvinei Vasques deve ser trazido ao Brasil o mais rapidamente possível.

Após a prisão, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, telefonou para o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera Escudero, para articular a aceleração do processo de extradição.

Segundo Eduardo Nostrani, advogado de defesa do ex-diretor da PRF, ele tomou conhecimento do caso na manhã desta sexta-feira (26).

No entanto, a atuação na tutela de seus interesses no Paraguai está a cargo de um advogado local.

Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses, sendo 22 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa, sendo cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

Ele foi acusado de integrar um grupo de auxiliares de Bolsonaro que tinham cargos estratégicos e, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), articularam medidas para viabilizar um golpe de Estado.

Além de Silvinei, também foram condenados nesse núcleo Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência), Marcelo Costa Câmara (ex-assessor da Presidência), Marília Ferreira (ex-integrante do Ministério da Justiça) e Mário Fernandes (general da reserva e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência).

Eles foram denunciados por cinco crimes: tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

 

Edição EDIÇÃO 16956




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