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POLÍTICA
Quarta-feira, 10 de Abril de 2024, 19h:19

CASO MARIELLE FRANCO

Bolsonaristas de MT votam pela soltura de acusado de assassinato

Coronel Assis, do União de Mauro Mendes, também seguiu ordens de Bolsonaro e votou a favor de Chiquinho Brazão

Da Redação
Divulgação
Por ordem de Bolsonaro, os deputados Abílio, Amália, Fernanda e Medeiros votaram contra votaram contra a manutenção da prisão de Brazão

Toda a bancada do PL de Mato Grosso na Câmara Federal votou, na noite desta quarta-feira (10), pela soltura do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 2018.

Os deputados José Medeiros, Abílio Brunini, Amália Barros e Coronel Fernanda seguiram a orientação da cúpula nacional do PL, principalmente do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A tarde, José Medeiros, considerado um dos mais fanáticos seguidores de Bolsonaro, já havia votado pelo relaxamento da prisão de Brazão, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O deputado carioca está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

Além dos deputados do PL, da bancada de MT votou pela soltura de Chiquinho Brazão o deputado Coronel Assis.

Ele é do União Brasil, mas sempre vota conforme a orientação da cúpula bolsonarista.

Em 2022, na base de apoio do governador Mauro Mendes (União), o deputado-coronel apoiou a camanha do então presidente, que tentava a reeleição.

Contra o relaxamento da prisão de Brazão votaram os deputados Emanuel Neto (MDB), Juarez Costa (MDB) e Gisela Simona (União).

MAIORIA - Na votação em Plenário, à noite, a Câmara dos Deputados confirmou, por 277 votos a 129, a manutenção da prisão de Chiquinho Brazão.

Com a votação, ele permanecerá preso enquanto responde pelos dois assassiantos.

A votação causou apreensão entre governistas após deputados do União Brasil, PL, Republicanos e PP agirem para esvaziar a sessão e tentar impedir que a prisão tivesse os votos mínimos para ser mantida.

Para manter a prisão, eram necessários não apenas uma vitória no plenário, mas que ela tivesse no mínimo 257 votos.

Entre os partidos que mais apoiaram a soltura de Brazão estão o PL, que deu 71 votos pela liberdade do parlamentar.

O União Brasil, que expulsou Brazão da sigla após sua prisão, deu 22 votos para que ele pudesse ser colocado em liberdade.


Edição EDIÇÃO 16959




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