POLÍCIA
Quinta-feira, 08 de Março de 2012, 22h:17
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TRÁFICO
Viciado rouba a família para adquirir drogas
A Polícia Civil investiga o caso de um jovem de classe média que teria simulado o próprio seqüestro para poder furtar a TV da casa dos pais e trocá-la por drogas numa boca-de-fumo do bairro Pedregal. Ao tentar localizar o suposto seqüestrador, policiais da Delegacia de Roubos e Furtos da Capital acabaram prendendo o traficante, que ficou com a TV como pagamento do entorpecente. Trata-se de Wallerson Oliveira Sobrinho, de 20 anos, flagrado com três pacotes de cocaína cerca de 150 gramas além de um revólver e a televisão de 32 polegadas. A prisão do traficante ocorreu ontem de manhã, após os policiais, que estavam fazendo outras investigações na região do Jardim Petrópolis - serem informados de um seqüestro no bairro. A denúncia era de que um jovem teria sido rendido por um homem armado que, além de roubar uma TV, teria levado o jovem, em um Gol branco. O pai do jovem entrou em seu carro e saiu em perseguição ao suposto sequestrador. Localizamos o Gol usado pelo suposto sequestrador próximo de uma escola pública, no bairro Pedregal. O motorista nos informou que não era nada disso e deixou a TV numa boca-de-fumo do bairro. Fomos lá, recuperamos a TV e prendemos o traficante, flagrado com drogas, explicou um dos policiais. Conforme os policiais, o jovem convidou um amigo para simular um assalto. Em seguida, o levou junto e ameaçou espancá-lo caso alguém o seguisse ou acionasse a Polícia. Na fuga, pediram carona para um terceiro amigo, que não sabia da simulação de seqüestro. O pior é que o jovem levou o aparelho de TV e a nota fiscal junto, observou um policial. A delegada Eliane Fernandes, responsável pelas investigações, informou que ainda vai ouvir o proprietário da casa e também o filho, para obter mais detalhes. O rapaz que teria simulado o seqüestro ainda não foi localizado pelos policiais. Os policiais lembraram que casos como esses são mais comuns do que se imagina, pois o vício em drogas ataca em qualquer classe social. Enquanto que na classe mais pobre o usuário acaba praticando furto para sustentar o vício, nas classes abastadas furta-se o patrimônio da própria família, observou. (AR)