Vendedor é morto a pauladas e ainda tem olhos perfurados
O vendedor Renato da Silva Amorim, de 27 anos, foi assassinado com requintes de perversidade. Vários homens o cercaram e acertaram pauladas na cabeça, que afundaram o crânio, e ainda perfuraram os olhos com pedaços de madeira. Dois autores foram identificados os irmãos Wiliam e Douglas e o crime seria a mando de uma traficante do bairro Bela Vista que ordenou os requintes cruéis. O macabro crime ocorreu anteontem, por volta das 22h30, numa das ruas do bairro, em Cuiabá. Levado em estado grave ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), ele morreu ontem de manhã. Enfermeiros de plantão ficaram assustados com a forma com que o vendedor foi executado. Ele (Renato) chegou praticamente morto aqui no Pronto-Socorro trazido por uma viatura do SAMU. O estado era gravíssimo e não tinha condições de sobreviver. Foram muitas pauladas, sem falar na questão do olho perfurado com algum objeto, observou um enfermeiro de plantão. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a traficante já se mudou do bairro horas após o crime. Um dos dois participantes do crime seria namorado da traficante que mantinha uma movimentada boca-de-fumo no bairro. O assassinato ocorre porque Renato foi defender o sobrinho que possui problemas mentais, reclamando com a traficante. Como demonstração de poder, determinou que o namorado e o irmão dele que se juntaram a outros jovens e partiram para cima dele. O que sabemos é que a vítima saiu correndo e os criminosos atrás. Ele (Renato) caiu no chão e então o massacraram. Ele chegou praticamente sem vida no Pronto-Socorro, pois perdeu parte da massa encefálica. Sem falar que ficou cego, observou um policial que participa das investigações. A delegada Sílvia Pauluzi colocou uma equipe para trabalhar no caso. Os policiais acreditam que não será difícil identificar os dois participantes do assassinato. A traficante está identificada. Faltam os dois rapazes que ainda não sabemos se são adolescentes ou maiores de idade, explicou um dos policiais. Caso a delegada consiga a qualificação deles (nome completo), poderá pedir a prisão preventiva. Os policiais acreditam que os irmãos deverão desaparecer do bairro por algumas semanas, mas poderão voltar em breve. A delegada informou ainda que, caso fique comprovado que se tratava de uma lesão corporal seguida de morte, as investigações deverão ser transferidas para a Delegacia do Complexo do Planalto. (AR)