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POLÍCIA
Segunda-feira, 05 de Maio de 2008, 20h:32

MORTE DE POLICIAL

Último dos envolvidos em latrocínio também é preso

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Militar prendeu Jeferson da Silva Moraes, de 23 anos, o último dos três envolvidos no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o policial civil Antônio Lisboa Rodrigues, em dezembro do ano passado, em Várzea Grande. Jeferson Moraes foi preso no sábado à tarde, numa casa no Jardim Marajoara. Desde o dia do crime, ele estava com a prisão preventiva decretada. O assaltante é o terceiro e último participante do latrocínio que ainda estava solto. No dia do crime, a Polícia prendeu em flagrante Jovanildo Aparecido da Silva, de 20 e um adolescente de 15. Este confessou ter atirado no policial porque a vítima tinha reagido. O latrocínio ocorreu durante uma tentativa de assalto a uma lotérica, na av. Júlio Campos, em Várzea Grande. Testemunhas disseram que os três bandidos chegaram e renderam as pessoas que estavam no estabelecimento, obrigando-as a se deitarem no chão. Um dos bandidos tratou com truculência uma mulher que se encontrava no local, aplicando-lhe uma gravata e apontando-lhe um revólver, provocando a reação imediata de um policial que estava na fila. Ao sacar uma pista na tentativa de render o ladrão, o policial foi rendido por outro assaltante, que em seguida o rendeu e disparou contra ele. Em seguida, o agressor roubou a pistola do policial e os dois assaltantes fugiram rapidamente do local. “O assalto à lotérica foi interrompido e os bandidos nada levaram das vítimas ou da empresa. Fugiram só com a pistola”, disse uma testemunha. Na tentativa de evitar o roubo, o policial foi baleado e morreu dias depois no box de emergência do Pronto Socorro de Várzea Grande (PSVG). Antônio Lisboa era lotado na Diretoria de Polícia Civil. Na hora do crime, havia dezenas de pessoas na fila pagando contas ou fazendo apostas na loteria da Caixa. Jeferson Moraes possui antecedente. Ele responde a inquérito na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) por adulteração de sinal identificador de veículo. Desde o registro do latrocínio, ele se escondia em locais diferentes para evitar ser preso. PMs do 4º Batalhão receberam uma denúncia anônima, no sábado, e ao checar, o prenderam numa casa. Segundo o delegado Márcio Alegria, desde a época do latrocínio, Jeferson tinha sido identificado e, em seguida, teve sua prisão solicitada. “Já estamos em seu encalço desde quando ocorreu o latrocínio”, explicou um policial plantonista.

Edição EDIÇÃO 16961




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