O delegado Vaíte Eugênio de Oliveira vai solicitar cópia do flagrante da prisão de Gonçalo Rodrigues de Araújo, de 25, para descobrir quais policiais participaram da prisão. O delegado investiga a morte de Rudinei de Matos Candiago, de 24 anos, que estava junto com Gonçalo e fugiu dos policiais pulando da ponte do rio Cuiabá. No momento do salto, os PMs atiraram e atingiram Rudinei na cabeça e na perna. O laudo de necrópsia confirmou que a morte se deu em conseqüência dos disparos de arma de fogo. O delegado deverá ouvir os policiais participantes da prisão para saber quem atirou contra Rudinei quando ele fugia num carro em companhia de Gonçalo. Os dois bateram o veículo e Rudinei tentou fugir e acabou baleado, desaparecendo nas águas do Rio Cuiabá. O fato ocorreu no sábado à tarde, mas o cadáver só foi localizado anteontem à tarde nas águas do rio Cuiabá. Como se trata de morto por tiros, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou inquérito para investigar o caso. No entendimento de alguns policiais, os militares agiram de forma precipitada, pois assim que o assaltante pulou da ponte, deveriam ter descido às margens do rio e cercado o local, impedindo que ele fugisse. Se fosse necessário, poderiam ter pedido ajuda aos pescadores, observou um policial. O delegado deveria solicitar o exame de balística, mas não será possível porque os projéteis transfixaram o corpo. Nesta caso não existem condições de fazer o confronto entre as armas e os tiros que atingiram o assaltante. Rudinei e Gonçalo, além de um terceiro rapaz, tentaram furtar objetos de um buffet na Fernando Corrêa. Assustaram-se com os seguranças e fugiram. Na fuga, eles embarcaram num carro em direção a Várzea Grande e quando chegaram à praça do Porto, perderam o controle do veículo e se acidentaram, batendo contra a mureta da ponte. No desespero, Rudinei saltou direto para a morte.