POLÍCIA
Quarta-feira, 23 de Março de 2011, 20h:30
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ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Tio é acusado de abusar de sobrinha
O vendedor Adriano Honório da Silva, de 29 anos, foi preso acusado de abusar sexualmente de uma menina de 13 anos, filha de seu primo. O crime ocorreu anteontem de madrugada no Jardim Umuarama, mas somente no fim do dia a menina contou para a mãe, que procurou a Base Comunitária do bairro Três Barras, em Cuiabá. O vendedor foi levado ao Plantão Metropolitano e autuado por estupro de vulnerável. Segundo a menina, ela foi levada por Adriano e a esposa dele para dormir na residência do casal, que trabalha com seu pai numa barraca de cachorro-quente no Centro. Como os dois homens são primos, Adriano pediu para levar a menina para dormir na casa dele. No dia seguinte, ele a deixara na casa dela localizada ao lado, no mesmo bairro. Foi o Adriano, a esposa dele e a menina. Só que durante a madrugada, ele (Adriano) acordou só de toalha, passou as mãos nas nádegas dela e pediu para fazer sexo oral, relatou um policial. A menina explicou que estava assistindo um filme e acordou com o primo de segundo grau passando as mãos nas nádegas dela. Assustada, a menina percebeu que Adriano estava só de toalha e fazia gestos para que fizesse sexo oral, mas a menina disse que iria gritar. A vítima disse que tentou falar com a esposa dele, mas acabou desistindo porque Adriano acordou também e ela ficou com medo. A menina, então esperou a mãe chegar do serviço à tarde e contou os fatos, pois a mãe trabalha fora o dia todo, no Centro da Capital. A mãe acionou a PM, que levou Adriano para o Cisc do Planalto onde foi autuado em flagrante. Em seu depoimento, Adriano negou o abuso sexual da menina. Confirmou que a menina dormiu na casa dele, mas alegou que não fez nada disso, dizendo que é a palavra dele contra a dela, pois tem um filho pequeno e não faria isso. A menina acrescentou que é a primeira vez que isso ocorreu, pois sempre vivia na casa do primo do pai e nunca desconfiou que Adriano pudesse abusar sexualmente dela. Com a prisão em flagrante, o caso será transferido para a Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente da Capital. Policiais plantonistas informaram que a delegacia deve prestar assistência psicológica para a menina. (AR)