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POLÍCIA
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012, 21h:39

SAN MATÍAS

Técnicos do IML de Cuiabá identificam mortos

Técnicos do Instituto de Medicina Legal (IML) constataram que os corpos Rafael Marques Dias de Moraes, de 27 anos, e Jéferson Castro de Lima de 22, tiveram queimaduras de terceiro e quarto grau. As vítimas ainda sofreram diversas fraturas em consequência do linchamento e elas foram a causa da morte. O papiloscopista Leandro Ferreira Lima fez a identificação de Jefferson através da coleta das impressões digitais. Por volta das 16 horas, técnicos do IML fizeram a identificação também de Rafael Marques Dias de Moraes, após o papiloscopista fazer busca no banco de dados de carteira de identidade do Instituto de Identificação. “Conseguimos cerca de 70% da impressão digital de Jeffeson e 60% de Rafael, mas suficientes para uma identificação completa”, explicou. Anteontem, dois técnicos do IML de Cáceres, com a cobertura de policiais militares do Grupo Especializado de Fronteira (Gefron), foram à Bolívia buscá-los. A missão de resgate dos corpos aconteceu somente depois de sete horas de negociação com as autoridades bolivianas e da autorização expedida pelo Ministério Público Boliviano às autoridades brasileiras. No dia anterior, missão semelhante foi frustrada porque não havia cobertura policial articulada e tampouco acordo formalizado entre as autoridades brasileiras e bolivianas. Acusados de matar três bolivianos a tiros e ferir outros dois, Rafael e Jefferson foram presos pela polícia da Bolívia e poucas horas depois arrancados da unidade policiais por uma multidão enfurecida. De acordo com a imprensa boliviana, cerca de 300 pessoas levaram os brasileiros, algemados, para uma área próxima, a menos de 150 metros da polícia, e os queimaram vivos. Os corpos foram enterrados dentro de sacos plásticos. Sobre as sepulturas, além de flores os bolivianos deixaram copos com restos de um líquido semelhante à cerveja. Rafael e Jefferson, que moravam na periferia de Várzea Grande, no Jardim Eldorado, teriam indo para a Bolívia levando duas motos roubadas, supostamente em Tangará da Serra, para vender. Depois de fechar negócio, foram comemorar bebendo em um bar com os bolivianos, com os quais se desentenderam. (AR)

Edição EDIÇÃO 16959




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