POLÍCIA
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013, 20h:36
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MISTÉRIO
Supostos PMs são suspeitos de assassinato e seqüestro
O homem encontrado morto com quatro tiros na cabeça e nas costas anteontem de manhã na região do Aguaçu, em Cuiabá, foi identificado informalmente como sendo o pedreiro Davi Guedes, de 35 anos. A vítima, que era irmão de um policial militar, estava desaparecida desde sábado após ter a casa invadida por supostos policiais militares que procuravam uma pistola ponto 40 roubada de um sargento da Rotam, assaltado dias antes numa loja de materiais para construção em Várzea Grande. Davi morava no bairro São Simão em Várzea Grande. As investigações apontam que os dois homens que se identificaram como policiais estavam à procura de três suspeitos de participar do assalto e levar a arma do sargento. Além de Davi, estavam à procura de Paulo Eduardo Pereira de Oliveira, de 20 anos, e um terceiro, conhecido como Jonathan. Paulo sumiu no domingo à noite, após a casa dele, no mesmo bairro, ter sido invadida por dois homens que também se identificaram como policiais. A mãe de Paulo relatou a policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa que ela e o filho estavam dormindo quando a casa foi invadida. Ela acrescentou que o filho foi arrancado da cama e levado pelos supostos policiais. Queriam que o jovem fornecesse informações da pistola roubada do sargento PM. O jovem disse que não sabia de roubo algum. Eles arrombaram a porta e levaram meu filho. Até agora nenhuma notícia dele, disse a mãe, que ainda tem esperanças de encontrar o filho. Para policiais da DHPP, Paulo também teria sido executado a tiros e a localização do corpo é uma questão de tempo. Jonathan, por sua vez, estaria vivo, pois não foi encontrado pelos PMs e é considerado desaparecido. A localização do corpo ocorreu na manhã desta quinta-feira após um homem entrar em um matagal nas margens da rodovia na Localidade de Bandeiras. Quando se abaixou, deparou com o corpo. O cadáver estava num local de difícil acesso, longe da rodovia. Quem o jogou lá, queria esconder mesmo, observou um policial. O roubo da pistola do sargento PM ocorreu na semana passada, quando três rapazes invadiram uma loja de materiais para construção no centro da cidade rendendo clientes e funcionários. O PM que estava em dia de folga, fazia compras com a família e foi obrigado a entregar a arma. Até ontem, a polícia não tinha localizado a pistola roubada.