POLÍCIA
Sábado, 06 de Junho de 2009, 16h:09
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PAUTA DO JÚRI
Sobrinho senta no banco dos réus por morte de tio, em 2002
O julgamento do técnico em informática Ocilene Miranda Otaviano, de 39 anos, está marcado para o próximo dia 16. Ele sentará no banco dos réus como um dos participantes do assassinato de seu tio, o então sub-secretário de Serviços Urbanos de Cuiabá, Ênio Arruda, assassinado há nove anos em frente a sua casa, na Cohab Nova. O julgamento ocorrerá pelo Tribunal de Júri da comarca de Cuiabá, presidido pela juíza Mônica Catarina Perry de Siqueira. Ocilene será julgado por homicídio qualificado e o promotor criminal João Augusto Gadelha terá dois assistentes de acusação. O réu será defendido pelo advogado João Farias Gomes. O técnico em informática será julgado por homicídio qualificado. Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o crime familiar foi motivado por um caso entre o tio e a irmã de Ocilene. Revoltado com o que descobriu, resolveu matar o tio. Ocilene nega ser o autor. O referido relacionamento chegou ao conhecimento da família de ambos, gerando descontentamento geral. Ao saber do envolvimento amoroso de sua irmã com o tio, passou a ter ódio da vítima, e a fazer afirmações veementes, e reiteradas, para diversas pessoas, que iria matar a vítima, ou mandar matá-la, sendo tais ameaças do conhecimento dos familiares da vítima e de terceiros, diz a denúncia. Temos testemunhas e materialidade do crime. Sem dúvidas, estamos diante do autor do assassinato, garante o promotor. Durante o trâmite processual, foram 16 testemunhas de acusação e duas arroladas pela defesa. Ênio de Arruda foi executado com quatro tiros no dia 4 de julho de 2002, por volta das 18 horas, no momento em que voltava para sua casa, na Cohab Nova. Ele dirigia seu automóvel e, ao chegar ao portão, foi atingido pelos disparos. Ocilene chegou a ficar preso, mas teve a prisão relaxada e responde pelo crime em liberdade. (AR)