O 2º sargento aposentado da Polícia Militar, Edinilton Freitas de Melo, é um dos principais alvos da Operação Speakeasy, deflagrada na manhã desta quinta-feira, em Mato Grosso, Goiás e São Paulo.
Ele foi preso acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para líderes da facção criminosa Comando Vermelho no Estado.
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O esquema levou a uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões, no período entre janeiro de 2021 e 2025.
Outras seis pessoas foram presas e identificadas pela Polícia:
- Balduino Alberto Caporice de Souza
- Ângela Maria Santana
- Cleiton Oliveira dos Santos
- José Maria Santana de Oliveira
- Sofia Chauchar
- Joyce Kely da Costa
Na operação, foram cumpridas 100 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, e nas cidades de Goiânia (GO) e Barueri (SP).
Foram 12 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de 35 sequestros de veículos, 12 suspensões de pessoas jurídicas e 29 bloqueios de contas bancárias.
Os mandados foram autorizados pela Vara do Juízo das Garantias da Comarca de Cuiabá.
As investigações, desencadeadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde (140 km a Leste de Cuiabá), em 2024.
Houve a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder de uma facção criminosa daquela cidade. O vínculo levou a polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso.
A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro sob o comando direto de líderes da facção criminosa, alguns presos e outros foragidos da Justiça.
Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social. Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso.
Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas, como distribuidoras de bebidas, comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões no período entre janeiro de 2021 e 2025.
Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks. Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis.
As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.




