NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 26 de Março de 2026, 18h:17

DINHEIRO DO NARCOTRÁFICO

Sargento PM é um dos presos por esquema de lavagem do Comando

Quadrilha movimentou aproximadamente R$ 200 milhões, no período entre janeiro de 2021 e 2025

Da Redação
PJC
Na operação, foram cumpridas 100 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, e nas cidades de Goiânia (GO) e Barueri (SP)

O 2º sargento aposentado da Polícia Militar, Edinilton Freitas de Melo, é um dos principais alvos da Operação Speakeasy, deflagrada na manhã desta quinta-feira, em Mato Grosso, Goiás e São Paulo.

Ele foi preso acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para líderes da facção criminosa Comando Vermelho no Estado. 

Leia também:

Operação mira bando que lavou R$ 200 mi para o Comando Vermelho

O esquema levou a uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões, no período entre janeiro de 2021 e 2025.

Outras seis pessoas foram presas e identificadas pela Polícia:

- Balduino Alberto Caporice de Souza

- Ângela Maria Santana

- Cleiton Oliveira dos Santos

- José Maria Santana de Oliveira

- Sofia Chauchar

- Joyce Kely da Costa

Na operação, foram cumpridas 100 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, e nas cidades de Goiânia (GO) e Barueri (SP). 

Foram 12 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de 35 sequestros de veículos, 12 suspensões de pessoas jurídicas e 29 bloqueios de contas bancárias.

Os mandados foram autorizados pela Vara do Juízo das Garantias da Comarca de Cuiabá. 

As investigações, desencadeadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde (140 km a Leste de Cuiabá), em 2024.

Houve a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder de uma facção criminosa daquela cidade. O vínculo levou a polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso. 

A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro sob o comando direto de líderes da facção criminosa, alguns presos e outros foragidos da Justiça. 

Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social. Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso. 

Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas, como distribuidoras de bebidas, comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões no período entre janeiro de 2021 e 2025.

Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks. Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.


Edição EDIÇÃO 16955




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL