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Cuiabá MT, Quinta-feira, 04 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 26 de Março de 2026, 11h:22

EM MATO GROSSO, GOIÁS E SÃO PAULO

Operação mira bando que lavou R$ 200 mi para o Comando Vermelho

Grupo criminoso praticava crime financeiro sob comando direto de líderes presos e foragidos da Justiça

Da Redação
PJC
As investigações, desencadeadas pela GCCO) e pela Draco, foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde (140 km a Leste de Cuiabá), em 2024

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Speakeasy.

O objetiivo é cumprir 100 ordens judiciais contra membros de um grupo criminoso, envolvido na lavagem de dinheiro para líderes da facção criminosa Comando Vermelho, em Mato Grosso.

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As ordens foram cumpridas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, em Goiânia (GO) e Barueri (SP).

São 12 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de busca e apreensão, além de 35 sequestros de veículos, 12 suspensões de pessoas jurídicas e 29 bloqueios de contas bancárias.

Os mandados foram autorizados pela Vara do Juízo das Garantias da Comarca de Cuiabá.

As investigações, desencadeadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), foram iniciadas pela Delegacia de Campo Verde (140 km a Leste de Cuiabá), em 2024, com a localização de um veículo em nome de uma empresa de Várzea Grande, que estava em posse do líder da facção criminosa naquela cidade.

O vínculo levou a Polícia a descobrir uma conexão direta da empresa com o grupo criminoso.

A partir dessa ligação, a investigação identificou que os alvos levantados atuavam na lavagem de dinheiro, sob o comando direto de líderes da facção criminosa (presos ou foragidos da Justiça).

Eles se beneficiavam financeiramente dessa prática, ostentando uma vida financeira elevada, com posse de carros e imóveis de alto valor, entretanto sem possuírem profissão registrada ou renda declarada que sustentasse esse padrão social.

Alguns estavam ligados à facção, enquanto outros eram integrantes do grupo criminoso.

Conforme as investigações, para a lavagem de dinheiro, eram utilizadas empresas fantasmas ou de fachada, principalmente no ramo de bebidas alcoólicas (distribuidoras de bebidas), comércio de joias e equipamentos eletrônicos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia (GO), alcançando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 200 milhões, no período entre janeiro de 2021 e 2025.

Foram apreendidos veículos de luxo, joias, aparelhos celulares e notebooks.,

Todo o material e os alvos das prisões foram levados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

As ordens judiciais foram cumpridas com apoio da Delegacia Regional de Pontes de Lacerda, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo e das unidades da Draco de Sinop, Goiânia e Campo Grande.

A OPERAÇÃO - “Speakeasy” faz alusão aos locais (bares) onde bebidas alcoólicas eram comercializadas de forma clandestina na época da proibição (Lei Seca) nos EUA na década de 1930. Até hoje, os “speakeasy” são conhecidos como bares mais escondidos.

Na operação, a principal forma de lavagem de dinheiro é a criação de empresas que atuam na distribuição de bebidas alcoólicas.

RENOCRIM - A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores de Justiça dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate duradouro à criminalidade.


Edição EDIÇÃO 16955




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