Cinqüenta e uma presas cumprem pena por tráfico de drogas na Cadeia Pública de Cáceres, sendo 43 por tráfico internacional e 18 enquadradas por tráfico dentro do país. O levantamento foi apresentado esta semana pela direção do Centro Feminino de Ressocialização (CFR), o presídio feminino de Cáceres, onde atualmente estão 70 detentas. Desse total, 14 estão presas por tentativa de furto, duas por formação de quadrilha e três por seqüestro de um bebê. Entre as presas estão 23 mulheres bolivianas que cumprem pena em celas separadas das brasileiras, por opção própria, segundo informa a direção do presídio. "Elas escolheram isso para evitar desentendimentos e facilitar a comunicação", afirmou a coordenadora do CFR Maria Madalena da Silva Costa. O presídio feminino funciona numa parte do antigo Cadeião, no centro da cidade, atrás do 6º Batalhão de Polícia Militar. O CFR foi criado em outubro do ano passado, e é composto por dois blocos, um com quatro alas e outro com três, além de um bloco destinado a presas lactantes. No local não ficam menores; os últimos foram transferidos para a Delegacia Especializada de Menores e Adolescentes (DEA), que funciona no bairro Jardim Padre Paulo. Presas consideradas mais perigosas ficam em celas isoladas, assim como as lésbicas, medida tomada por questões de segurança.