Acusado queimou barriga e parte do rosto de outro interno quando ele tentou reagir. Exames comprovaram o crime que aconteceu no hospital
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Carlos Gomes da Silva, de 44 anos, é paciente do Centro de Referência Psicossocial Adauto Botelho e foi preso sob acusação de estuprar outro paciente, um rapaz de 27 anos, que possui transtornos mentais. A vítima ainda tentou resistir mais foi queimado no umbigo e no lado direito do rosto. A prisão de Carlos aconteceu anteontem à tarde após a vítima reclamar a uma técnica em enfermagem que foi abusado sexualmente. Após exames, o estupro foi confirmado. Tanto a enfermeira-chefe como o diretor administrativo da unidade acionaram policiais militares. Carlos foi levado ao Plantão Metropolitano da Capital e autuado pelo crime de estupro. Como estava com mandado de internação judicial expedido pelo juiz Flávio Maldonado de Barros da Comarca de Colíder, o suspeito retornou ao hospital psiquiátrico. Preso pelo crime de homicídio desde dezembro de 2010, Carlos está há três meses fazendo tratamento no hospital por transtornos mentais. Alguns pacientes relataram que ele tem certo domínio sobre os demais internos. Na semana passada, ele teria tentado estuprar outro rapaz que conseguiu escapar e pediu para sair do Adauto. A direção, no entanto, não confirmou o fato. Ontem de madrugada, no entanto, ele teria estuprado o rapaz, com a ajuda de outro interno que o segurou. Por volta das 10 horas, o rapaz procurou a técnica de enfermagem relatando o estupro. Ela percebeu as queimaduras no rosto e solicitou exame nas partes íntimas que confirmou lesão. Ela solicitou medicação para o rapaz. A partir daí, entrou em contato com os seus superiores para explicar a gravidade do caso. Após uma reunião ficou decidido que se tratava de um caso de Polícia e acionaram os PMs. Na Delegacia, Carlos negou que tenha praticado estupro. Ele disse nem saber o motivo de ter que ser levado para a Delegacia. Não fiz nada não, garantiu. A vítima está internada no hospital para tratamento de transtorno mental e mesmo com a violência sexual, ele vai continuar internado, mas transferido para outro setor. Ontem de manhã, a direção do hospital foi informada sobre o retorno de Carlos uma vez que existe uma determinação judicial para que ele continue internado por lá.