POLÍCIA
Sexta-feira, 06 de Junho de 2014, 20h:11
A
A
FACÇÃO
MP denuncia 28 fundadores do Comando Vermelho
Membros de organização que controlava seis unidades prisionais em MT irão responder por formação de quadrilha, tráfico de drogas e outros
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O Ministério Público denunciou 28 suspeitos de fundarem a facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso. Alguns responderão pelos crimes de formação de quadrilha e associação para o crime. Outros por tráfico de entorpecentes comercializados dentro dos presídios. Os chefes do grupo são Sandro da Silva Rabelo, o Sandro Louco, Renato Sigarini, Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus e Renildo Silva Rios, apontados como chefes. Conforme o MP, os quatro são suspeitos de formar o Conselho Final da facção, responsável por planejar e controlar todas as ações, zelar para que todas as regras do estatuto nacional sejam respeitadas e avaliar as características dos pretendentes a novos integrantes do bando. Os outros seriam seus subordinados. Conforme a denúncia protocolada na 15ª Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado, a facção controlava seis unidades prisionais em todo o Estado. Conforme as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil, durante a Operação Grená, em julho do ano passado, eles teriam firmado um acordo com uma facção criminosa paulista para poder controlar os presídios de Mato Grosso. Policiais do GCCO interceptaram uma troca de mensagens entre Renato e outra denunciada, Bruna Santos Xavier, com uma cópia do estatuto do CV. Mesmo de dentro dos presídios, foram emanadas ordens para que dois presos do Carumbé fossem executados lá dentro mesmo, pois havia transgredido o estatuto. Eles foram obrigados a ingerir a bebida da morte, uma mistura de álcool com cocaína, provocando a overdose. Dos 28 denunciados 27 estão presos. A Operação Grená pretendia prender 35 suspeitos e sete estão foragidos. São eles: Meykson Campos Oliveira, apontado como forte liderança dentro da Cadeia Pública do Carumbé; Luênio César Rondon Rocha que responde inquérito por homicídio; Babilis Paes de Barros, Celio Jamil de Campos França, Luciano Roberto Gonçalves Lagares, Marco Antonio da Rocha Silva e Reginaldo Miranda, que cumpre pena por sequestro de um empresário, ocorrido há 11 anos.