O motociclista Cleiton Januário de Souza, 29 anos, morreu ontem de manhã no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC), após ficar 22 dias internado em estado grave. Ele foi baleado nas costas no dia 11 de maio, quando tentou fugir de uma blitz no bairro Tijucal, numa barreira móvel instalada na entrada do bairro. O tiro foi disparado por um policial militar atingiu a região lombar no momento em que acelerou a motocicleta que pilotava. Segundo os policiais que participaram da blitz, Cleiton tentou fugir assim que os PMs descobriram que ele estava com a prisão preventiva decretada pela 9ª Vara Especializada em Delitos de Tóxico da Capital, por tráfico de drogas. Na versão do policial, Cleiton teria tentado jogar a motocicleta que pilotava em duas policiais mulheres que participavam da ação. Mesmo baleado, ele conseguiu fugir, mas caiu da moto cerca de 100 metros depois. Havia a suspeita de que ele tivesse se envolvido num acidente, mas os policiais da blitz o reconheceram e o levaram para o PSC. Segundo os policiais que participaram da blitz, o PM só atirou porque ele tentou atropelar as duas policiais. Uma delas sofreu escoriações, pois teve que pular para não ser atropelada. O major Gildázio, da corregedoria da PM, informou na ocasião que a atitude do policial em atirar contra o traficante só ocorreu diante da ameaça de atropelamento. "Nossa orientação é verbalizar, mas como não foi possível e ele jogou a moto para cima das policiais ocorreu este disparo". O caso estava sendo investigado pela Delegacia do Complexo do Coxipó e será transferido para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Cleiton foi preso no dia 24 de abril de 2009 pela Polícia Civil durante uma operação desencadeada para reprimir o tráfico na região da praça Maria Taquara, no centro da Capital. Na ocasião, além de Cleiton, foram presas mais cinco pessoas, incluindo a esposa dele. Ele foi apontado pelos policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) como o gerente do tráfico na praça. Na blitz na qual foi baleado, ele já estava em liberdade, mas teve a prisão preventiva decretada. Os policiais acreditavam que ele estava nervoso por falta de habilitação ou IPVA atrasado, muito comum entre proprietários de motociclistas.