No mês de agosto aconteceram 30 assassinatos - entre eles, dois latrocínios (roubo seguido de morte) - na Grande Cuiabá, o equivalente a uma execução por dia, praticamente. O número supera o mês anterior julho, que terminou com 27 execuções, sem latrocínio. Dos 30 assassinatos, 21 ocorreram em Cuiabá, incluindo os latrocínios. No ano, já são 215 execuções e os números projetam para mais de 300 assassinatos até o final de dezembro. O que chamou a atenção dos policiais é que a maior parte das vítimas era ex-presidiários ou tinha antecedentes. Alguns haviam saído dos presídios dias antes ou na véspera do assassinato. Nesses casos, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) explicaram que se trata de acerto de contas ou vingança. Entre os latrocínios está a morte do vendedor Francisco Nonato, no Jardim Santa Laura, em Cuiabá, assassinado com um tiro no momento em que entregava uma encomenda para uma cliente. Os dois autores do crime foram presos no dia seguinte. Além dos mortos a tiros e facadas, dois crimes incomuns dois homens foram mortos e queimados em fogueiras de pneus para que não fossem identificados. A polícia agiu de forma rápida e descobriu que se tratava de uma briga envolvendo uma quadrilha de estelionatários da Capital. Para o delegado Antônio Carlos Garcia, não existe um motivo plausível para explicar tantos assassinatos. Explicou que no caso de ex-presidiários, eles ficam vulneráveis, uma vez que tanto podem ter rixa com os cúmplices que praticaram crimes como, também com colegas de cela. Garcia lembrou que o envolvimento com drogas também representa um grande número de motivações dos assassinatos. A questão da droga, passa a ser um problema nacional e, também mundial. Na maioria das cidades, a droga representa uma das maiores motivações de assassinatos, frisou.