POLÍCIA
Sábado, 21 de Março de 2009, 13h:52
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REGIÃO DO MANGAVAL
Menor que matou criança foi preso
Clarice Navarro Diório, da sucursal de Cáceres
Foi preso na noite de sexta-feira o menor D.G.C., 17, que na manhã da última terça-feira matou com um tiro na cabeça Thaís Monise de Oliveira Martins, de um ano e onze meses. O crime aconteceu na Fazenda Nossa Senhora Aparecida, na região do Mangaval, a 60 km de Cáceres. O assassino foi preso pelo policial rodoviário federal Airton Barbosa, dono da fazenda, que começou a procurar pelo menor assim que Thaís foi sepultada, na tarde de quarta-feira. Ele estava na região da fazenda, e ia a cavalo para a casa de sua família, para buscar roupas. O objetivo era se deslocar para uma outra propriedade rural mais distante, para trabalhar. O menor é enteado de um morador da região e tinha amizade com os pais da menina. Desde que efetuou os disparos, o menor ficou de fazenda em fazenda e furtou dois cavalos para se deslocar. Não apresentou reação ao se deparar com o PRF Barbosa, que havia parado na estrada para trocar um pneu da camionete. Foi detido e, no trajeto até Cáceres, ficou sabendo que a criança havia morrido. Ele confessou o crime ainda na estrada. Disse que o objetivo era matar o pai da menina, do qual sentia inveja. Ele tinha um moto e eu queria ter também, disse. Ele não soube informar que arma usou, mas pelas informações que deu, a polícia acredita ter sido uma pistola. A arma tinha sido furtada três dias antes da sede de uma fazenda da região. O crime foi premeditado. O rapaz subiu em uma arvora e ficou de tocaia esperando que a família passasse pelo local. Passava das 8 horas da manhã de terça-feira quando o trabalhador rural João Bosco de Campos Martins, sua esposa Maria Divina de Oliveira e a filha do casal, Thaís Monise, passaram pela estrada. Um barraco que tem no local estava com a porta entreaberta e isso chamou a atenção de Antonio, que parou a moto e foi ver o interior do local, que estava todo revirado. Ele decidiu então levar a família para um sítio vizinho e se deslocar até a cidade para comunicar o fato ao patrão. Ao subir na moto, ouviu estalos e viu sua esposa cair da moto, junto com a filha. A saraivada de balas atingiu a criança na cabeça. A mãe foi ferida nos braços. Antonio, em desespero, pegou a filha e arrastou a mulher para o mato, deixando a moto na estrada. Escondeu a mulher em um buraco no mato e saiu com a criança nos braços em busca de socorro. João caminhou 20 km com a filha nos braços. Conseguiu socorro em uma fazenda, e levado ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) de Cáceres, onde chegou 16 horas após os fato, com a filha morta em seus braços. A cena chocou os policiais, que tiveram trabalho para retirar a criança dos braços do pai. Maria Divina foi socorrida e levada para o hospital regional, de onde saiu para velar e sepultar a filha, e depois voltou. Ela continua hospitalizada e não corre risco de morte. A identificação do menor foi possível porque, na fuga, ele deixou cair seus documentos. Ele afirma que a arma também ficou pelo caminho. No depoimento dado na noite de sexta aos policiais de plantão no Cisc, o menor, aparentando frieza, afirmou que a intenção era matar só João Bosco e roubar a moto. Ao ver a menina e a mãe caírem da moto, ele desistiu de continuar atirando e fugiu, imaginando que tivesse apenas assustado a família.