POLÍCIA
Quinta-feira, 12 de Março de 2009, 19h:41
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SUSPEITO FORAGIDO
Justiça decreta prisão de acusado de estuprar filha
A Justiça decretou a prisão preventiva do pedreiro Édio Edmundo Figueiredo, de 36 anos, acusado de estuprar a filha de apenas 12 anos. Ele está foragido desde anteontem, após o Conselho Tutelar de Cuiabá ter recebido a denúncia de abuso sexual contra a menina praticado por parte do próprio pai. O pedido foi feito anteontem pelo Ministério Público Estadual. A menina, que estava sob custódia do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), foi reintegrada ao lar. Havia a suspeita de que a menina estivesse grávida, mas o Conselho Tutelar do Santa Isabel descobriu que a garota ainda nem menstrua. As dores que ela sentia no ventre e região abdominal eram em consequência da violência sexual que sofreu, comprovada através de exame de conjunção carnal, explicou um conselheiro. Segundo a coordenadora do Creas de Cuiabá, Dilma Camargo, a menina disse que a mãe não sabia da violência pratica pelo pai. A garota perguntava o tempo todo pelas duas irmãs e pela mãe. Como não havia conhecimento da mãe e, consequentemente, prova de conivência da mãe com o abuso sexual, ela foi reintegrada ao convívio do lar, informou a coordenadora. Ela lembrou que foi preciso criar um clima de confiança entre a menina e as assistentes sociais para que a vítima relatasse a verdade. Por meio dessa forma de ação, a menina ganhou confiança e contará toda a verdade. Apesar da violência sofrida em casa, existe afeição entre o agressor e a vítima, frisou a coordenadora. Policiais militares e civis estiveram na casa da menina, num bairro próximo do Ribeirão do Lipa, mas não encontraram o acusado do abuso sexual. Uma cópia da prisão preventiva foi enviada para a Delegacia de Vigilância e Capturas (Decap). Apesar da decretação da prisão, a Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Dedicca) também instaurou inquérito para investigar o caso. A delegada Mara Rúbia de Carvalho deverá ouvir testemunhas nos próximos dias. O caso chegou até o Conselho Tutelar após denúncia recebida pelo Disque 100, um número gratuito cujas atendentes estão em Brasília e atendem ligações de todo país. São denúncias relacionadas a abuso sexual e violência contra crianças. De imediato, a informação foi repassada para Cuiabá, onde a conselheira Ana Paula Rodrigues Dorileo esteve na casa e constatou a situação. Ela solicitou o abrigamento da garota numa instituição de amparo a crianças. Em seguida, esteve na Delegacia do Complexo do Verdão e registrou queixa. (AR)