POLÍCIA
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012, 21h:23
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GUERRA DE GANGUES
Justiça condena jovem por homicídio
Vítima estava em um bar jogando sinuca com amigos quando foi executada por Keder. O crime aconteceu em dezembro de 2007
ADILSON ROSA
Da Reportagem
O jovem Keder Stefanni Evangelista da Cunha, de 20 anos, foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do jovem André Victor Teixeira Amorim, de 18 anos, ocorrido no dia 13 de dezembro de 2007. O crime aconteceu enquanto jogava sinuca num bar na avenida João Gomes Sobrinho, bairro da Lixeira, em Cuiabá. O julgamento ocorreu anteontem à tarde pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira. O crime teve dois participantes, mas o processo foi desmembrado. O mandante do crime, o jovem Erwissen José da Costa Nascimento, de 22 anos, foi condenado no ano passado a oito anos de prisão. André foi executado por motivo fútil ele era do bairro Lixeira e namorava uma garota do Areão. Na briga de gangues entre os jovens dos dois bairros, recebeu um ultimato deveria acabar com o namoro com a garota. Ele não atendeu o pedido e meses antes, sofreu um atentado e sobreviveu. Ele saiu do bairro e ao retornar, foi morto. As investigações apontam que Eriwissen era ex-namorado da garota com o qual André estava flertando. Então, numa chamada troca de favores, Keder agiu a pedido do amigo. Para o promotor criminal João Augusto Veras Gadelha, trata-se de um motivo inexplicável e incompreensível. Ele lembrou que crimes como esses acabam destruindo a vida dos envolvidos e principalmente das famílias. Ele assinalou que André cuidava do pai que era doente tinha esclerose múltipla - e do irmão, viciado em drogas, para que a mãe pudesse trabalhar fora e sustentar a família. Destrói a família de quem matou porque a mãe tem que visitá-lo na prisão e a do que morreu porque cuidava do pai e do irmão, observou o representante do Ministério Público. Gadelha acrescentou que no dia anterior atuou num julgamento semelhante em um jovem morreu motivado por brigas de gangues. São mais vidas destruídas, famílias desestruturadas. André foi executado quando jogava sinuca no bar com alguns amigos. Os criminosos teriam passado duas vezes em frente ao estabelecimento comercial. Minutos depois, estacionaram o veículo e entraram no bar. Ele (André) nem teve tempo de reação. Morreu segurando o taco de sinuca, informou um policial que esteve no local iniciando as investigações. André não tinha antecedente. Para o promotor, o único pecado cometido pelo jovem foi namorar uma garota de um bairro próximo.