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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

POLÍCIA
Quinta-feira, 06 de Março de 2008, 21h:19

ESPANHA

Interpol prende mato-grossense no país

Acusado de um assassinato em VG, o mecânico Edézio Rodrigues estava trabalhando em uma cidade espanhola, mas tinha mandado de prisão decretado

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Interpol prendeu na Espanha o mecânico Edézio Rodrigues, de 23 anos, que está com a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal da comarca de Várzea Grande. Ele é suspeito de cometer um assassinato no município. Edézio chega ao Estado hoje, por volta das 11 horas, escoltado por agentes federais que se deslocaram até a Espanha para buscar o mecânico. A prisão de Edézio foi uma ação conjunta entre a Interpol da Espanha e da Polícia Federal em Mato Grosso. Segundo a PF, Edézio trabalhava como mecânico numa cidade da Espanha. A Interpol daquele país localizou Edézio a pedido da Justiça brasileira. Meses após o rastreamento entre os imigrantes brasileiros, policiais conseguiram localizá-lo. A prisão dele ocorreu anteontem. Edézio responde pelo assassinato de Francisco Gonçalves Coelho, morto a tiros há três anos na região do Parque do Lago, em Várzea Grande. Além de Edézio, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou Wanger Fernandes de Souza pelo crime. A princípio, o homicídio teria sido em decorrência de uma briga entre duas gangues, sendo uma delas a turma dos “Cabeças Vermelhas”. No final do mês, a juíza Maria Erothides Kneipp Baranjac encerrou a instrução criminal e o processo se encaminha para as alegações finais. O mecânico chegou a depor em juízo, em abril de 2006, mas depois desapareceu. Após o interrogatório, a PF descobriu que ele tinha viajado ilegalmente para Espanha. Wagner chegou a procurar o setor da Polícia Federal que expede passaporte, mas não conseguiu o documento justamente porque responde a um processo criminal. A magistrada, informada pela PF, decretou a prisão preventiva dos dois envolvidos no assassinato. Edézio sairá da Espanha e fará uma escala técnica no Rio de Janeiro. Depois, segue escoltado direto para o Estado. Aqui, será levado para a Cadeia do Capão Grande. Ele deverá aguardar preso a continuidade do processo criminal. A PF não soube informar em qual cidade o mecânico estava trabalhando. Conforme um agente federal, ele estava atuava de forma ilegal, pois seu passaporte tem restrições. “Ainda não temos muitos detalhes de sua permanência naquele país, mas existe a suspeita de uso de passaporte falso. Somente com a chegada dele teremos mais detalhes”, explicou.

Edição EDIÇÃO 16964




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