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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

POLÍCIA
Segunda-feira, 27 de Julho de 2015, 20h:17

MAPA DA VIOLÊNCIA

Índice de homicídios cresceu em 2014

Levantamento mostra que o número de assassinatos cresceu mais em Mato Grosso do que no restante do país

ALECY ALVES
Da Reportagem
Em 2014, Mato Grosso apresentou o maior crescimento da taxa de homicídios dolosos (quando há intenção de mantar) por grupo de habitantes no país. Na comparação com as estatísticas de 2013, saltou 8 pontos, de 31,43 para 39,57 mortes por 100 mil moradores. Conforme dados divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Site G1, 1.276 pessoas foram assassinadas no ano passado com uso de armas diversas, mas principalmente de fogo e branca (faca, facão...). Somente em Cuiabá e Várzea Grande, foram 465 mortes no ano passado. No ano anterior, 2013, nas duas cidades ocorreram 349 homicídios, segundo registros oficiais da Polícia Judiciária Civil (PJC). Em 2012 o número era inferior, com registro de 257 casos. No Brasil, a taxa média de homicídios a cada 100 mil habitantes de 2014 foi de 25,8, o que corresponde a mais de 143 pessoas mortas por dia. Foram 52.336 assassinatos registrados, a maioria de jovens com idade entre 15 e 29 anos, número 3,8% superior ao de 2013 (50.413). Alagoas liderou o ranking dos 26 estados e o distrito Federal com uma taxa de 61,8 mortes. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes configuram \"nível de epidemia”. Aqui, não bastante o aumento dos homicídios, também houve aumento nas taxas de latrocínios. Depois de se manter por décadas menos de uma morte por 100 mil habitantes, em 2014 registrou 1,02. Cuiabá e Várzea Grande registram o maior número de assaltos seguidos de mortes. Foram 30 casos em 2014 e outros 23 em 2012. Em nota, o governo do Estado diz que a Segurança Pública tem um efeito preventivo muito pequeno em relação aos crimes de latrocínio e homicídio porque a maioria desses crimes, principalmente de homicídio, é por motivações passionais ou vingança. E ainda, que a Polícia Militar faz o seu papel, com ações baseadas em análise criminal, saturação das zonas “quentes” direcionamento do policiamento ostensivo para o dia, hora e local de maior incidência dos crimes, enquanto a Polícia Civil atua na investigação para identificar e prender os criminosos. Para a Sesp, a redução desses envolve vários atores, e não apenas a Segurança Pública, já que a maioria dos casos de homicídios está relacionada a drogas e a situações de vulnerabilidade social. E ainda, que montou duas grandes frentes de atuação. A primeira é uma secretaria adjunta de Ações Integradas, que tem como objetivo realizar ações de repressão e prevenção. Já a segunda é a divisão do Estado em 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP).

Edição EDIÇÃO 16964




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