A funcionária pública Valquíria Alves Ferreira Bocardin, de 42 anos, foi assassinada a tiros quando saía de uma igreja evangélica na cidade de Nova Olímpia (207 km a médio-norte de Cuiabá). O crime ocorreu no sábado e o principal suspeito é o ex-marido dela, que está foragido. Testemunhas disseram que dois homens se aproximaram e um deles atirou na cabeça da vítima e quando a ela caiu, foi atingida por mais dois tiros. Em seguida, ambos fugiram em direção a MT-358. A polícia descobriu que ela sofria ameaças constantes, tendo registrado 25 boletins de ocorrência contra o ex-marido. Com tantos pedidos, a Justiça havia decretado medidas protetivas, o que impedia o ex-marido de se aproximar dela. No domingo, familiares e amigos de Valquíria realizaram um manifesto em frente ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, local onde foi velado o corpo da vítima. Haviam faixas e cartazes, pedindo Justiça. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Marisa Batista de Santana, afirma que o propósito do manifesto foi mostrar à sociedade que não há mais condições de se calar diante de tanta violência contra a mulher. Uma pessoa saindo de um culto evangélico é assassinada desta forma é inaceitável. A cidade está apavorada e clama por Justiça, destacou a diretora. Ela tinha certeza que ia morrer, disse Cinthya Braga, amiga de Valquiria. Segundo ela, as duas trabalhavam juntas há oitos anos e sempre esteve presente na vida dela nos piores e bons momentos. É muita dor. Ela não fez nada para morrer assim. Simplesmente disse que não queria mais ele, só isso. Queremos justiça, que ele pague pelo mau que cometeu, desabafa. (AR)