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POLÍCIA
Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007, 19h:58

VIOLÊNCIA SEM-FIM

Fazendeiro é condenado a 16 anos

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O fazendeiro Gilmar Amâncio Machado foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato de um homem ainda não-identificado. Ele foi julgado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, que o sentenciou por homicídio duplamente qualificado e destruição de cadáver. Além de Gilmar, mais duas pessoas foram condenadas pelo crime. O irmão dele, José Maria Machado, sentenciado a 12 anos e seis meses, e Lairson Mussato, cuja pena foi de 12 anos. Este dois últimos foram julgados em dezembro de 2003. Na época, Gilmar deveria ser julgado, mas o processo acabou desmembrado. Gilmar teve o julgamento adiado duas vezes. A ossada do desconhecido foi encontrada no sítio dos irmãos, localizado entre as cidades de Araputanga e São José dos Quatro Marcos em fevereiro de 2000. Na ocasião, os promotores do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), numa ação conjunta com a Polícia Federal, (PF) chegaram até a ossada. Foi uma das primeiras ações do Gaeco. Segundo a denúncia, em 1998, José Maria, Gilmar e Lairson teriam executado uma pessoa a tiros. O corpo teria sido queimado e enterrado nos fundos da área do sítio. A denúncia foi confirmada com a localização do corpo. Dos três réus, José Maria é quem tem a maior condenação. Em maio de 2002, ele foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de Filogônio Pires dos Santos e de sua mulher Inês Zogal de Oliveira, ocorridos em janeiro de 1995. O duplo assassinato foi motivado por interesses pessoais e econômicos. O júri entendeu que foi José Maria quem mandou matar os sogros Filogônio Pires e Inês Zogal. O assassinato teria sido cometido por cinco pessoas, entre elas um cunhado do fazendeiro. Ele responde a outros cinco processos que investigam o assassinato de 12 pessoas. Em 2001, o júri popular absolveu o fazendeiro da acusação de ser o mandante do assassinato de um ex-funcionário dele. Mas Machado ainda responde por outros homicídios. Ele também já foi responsabilizado pela morte de um de seus antigos funcionários, Adão Joaquim Ferreira, em 1991. Em outro processo, ele responde pela morte de seu primo, Edilson dos Reis Garcia Machado, encontrado enforcado no presídio do Carumbé. Machado teria mandado executar Edilson, que o estava traindo com sua primeira mulher, Maria Gorethe. Após o episódio, a família de Maria também morreu de maneira suspeita. A caminho de Santo Antônio de Leverger, onde iriam visitar Maria, todos foram mortos e seus corpos nunca foram encontrados. Apenas o carro onde viajavam foi achado todo carbonizado.

Edição EDIÇÃO 16969




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