POLÍCIA
Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2012, 22h:53
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TRAGÉDIA
Familiares da menina buscam respostas
Marcas espalhadas pelo corpo fizeram os parentes de Carolaine suspeitarem de tortura
Familiares e amigos da adolescente Carolaine Almeida Botelho, de 12 anos, suspeitam que a menina foi torturada antes de ser morta. Ela era uma das cinco vítimas de um suposto confronto entre assaltantes de banco e policiais do Bope na região do Manso. Parentes afirmam que o corpo estava com marcas estranhas, parte delas nas mãos. A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para começar a investigação o caso. Queremos saber de tudo. Até agora não temos nenhuma explicação que justifique tudo isso. As duas mulheres estavam no carro foram mortas. Só isso que sabemos, queixou-se uma prima durante o velório ocorrido na casa da vítima, na rua Santana, no bairro Mapim, em Várzea Grande. Segundo o pai de Carolaine, o taxista Renner Almeida Botelho, ele não tinha conhecimento de que a filha tinha amizades perigosas. Minha filha tinha amizades com pessoas da idade dela. Ela pediu para sair com a Joyce para ir ao centro da cidade. Normal isso, frisou. A menina, que iria completar 13 anos no próximo dia 23, cursava o sexto ano do ensino fundamental numa escola perto de casa. O pai explicou que Carolaine saiu de casa na quarta-feira à tarde em companhia da amiga Eva Joyce Santiago dos Santos, de 22 anos, moradora numa rua próxima. Elas foram vistas pela última vez por volta das 18 horas para ir até o centro da cidade. No dia seguinte, o pai da adolescente, ficou sabendo que a filha e a amiga dela tinham sido mortas juntas com três assaltantes em confronto com o Bope. Botelho explicou que começou a ficar preocupado a partir das 21 horas, pois toda vez que a filha saía, sempre ligava falando onde estava e que não ia demorar. Ligava e o celular estava desligado. Então, comecei a ficar preocupado, acrescentou. Familiares de Joyce também não sabem o que ocorreu, pois ela ficou de retornar cedo, uma vez que cuida da própria filha de um ano e seis meses além de outra criança. O celular dava na caixa de mensagem. A partir das 21 horas, ficamos preocupados, relatou uma irmã. O velório ocorreu numa outra casa. As duas foram mortas no confronto com o Bope, junto com mais três ocupantes do carro - Jader Felipe dos Santos Cardoso, de 23 anos, w Alex Leite dos Santos, de 26 anos. O último, cujo nome precisa de alguns exames para ser confirmada a identificação, seria Josemar Ribeiro dos Santos, de 28 anos, o Parazinho. De acordo com o comandante do Bope, major Jonildo José de Assis, os cinco estavam num Celta branco e os policiais solicitaram a parada do veículo. Ao tentar se aproximar, os suspeitos abriram fogo contra a viatura. Na troca de tiros, os cinco suspeitos que estavam dentro do carro foram baleados. Eles ainda chegaram a ser levados pelos policiais ao pronto-socorro de Cuiabá, mas morreram após dar entrada no PSC. Conforme os policiais, com Josemar, foi apreendido um fuzil calibre 762, modelo AK 47. Alex dos Santos estava com outro fuzil do mesmo calibre. O último dos sete integrantes da quadrilha Cristiano Luiz da Silva, foi preso em Rondonópolis e com ele, cerca de 10 quilos de entorpecentes (maconha e pasta-base de cocaína), um revólver calibre 38 e aproximadamente R$ 7 mil em dinheiro.