Passados 15 dias, familiares do aposentado Joventino Marques da Silva, de 87 anos, ainda não procuraram o Instituto Médico Legal (IML) para fazer o reconhecimento do corpo e providenciar o sepultamento dele. O idoso foi atropelado no dia 14 de março em Cuiabá, e foi levado ao Pronto-socorro de Cuiabá (PSC), mas não resistiu e morreu. O que chamou a atenção dos técnicos em necropsia é que mesmo depois de devidamente identificado, ninguém compareceu ao IML para liberar o corpo e providenciar o sepultamento. Não é possível que os familiares não saibam da morte dele. Não sabemos por que ainda não o procuraram, depois de decorrido tanto tempo, questionou o chefe de peritos em mortos, Melquíades Filho, o Neto. Segundo ele, é possível que Joventino não tenha família em Cuiabá. A vítima estava somente com a carteira de trabalho. Nascido em Minas Gerais, o documento foi expedido por Santa Catarina. Pode ser mais uma pessoa que estava em Cuiabá em busca de oportunidade e que veio sozinho para cá, observou. O chefe de perícias em mortos lembrou que o prazo legal para guardar o corpo na geladeira é de 30 dias. (AR)