O golpe do falso seqüestro por telefone celular ainda não morreu. Os criminosos continuam infernizando a vida das pessoas da Grande Cuiabá. Na semana passada, uma professora da rede estadual de ensino foi mais uma vítima e uma das poucas que acabou registrando queixa na Polícia Civil. Ela disse que só não acreditou porque o celular ficou no silencioso durante o período que estava em sala de aula. Assim que saí para o intervalo o telefone tocou novamente e era o número do celular da minha filha. Era uma voz de homem dizendo que ela estava seqüestrada e exigia R$ 200 em cartões telefônicos. Fiquei tão nervosa que nem percebi o baixo valor pedido e em cartões pré-pagos, explicou. A professora não precisou retornar a ligação porque logo encontrou a filha que a procurou na escola, e percebeu a farsa. Ela, então resolveu procurar a Delegacia do Complexo do Verdão onde registrou queixa. Policiais plantonistas disseram ser impossível localizar quem praticou o trote, mas têm certeza que a ligação saiu de algum presídio da Grande Cuiabá. Eles (os criminosos) pedem cartões para celulares locais. Se fossem de outros estados, com certeza, teriam dificuldades em saber o código da área, lembrou um policial. Outro golpe utilizado pelos detentos e aplicado via celular é o do sorteio milionário. A ligação é feita para um telefone geralmente fixo e o bandido se passa por representante de uma multinacional alegando que a pessoa foi sorteada. O prêmio geralmente é um carro. Para receber o prêmio em casa, a pessoa tem que ter o código de barras de algum produto e, principalmente, comprar R$ 200 em cartões telefônicos, explicou um policial de plantão na Delegacia do Verdão. A pessoa fica tão empolgada com o carro que pensa em ganhar que compra os cartões e nem percebe que se trata de um golpe. Só depois é que percebe ter passado por trouxa. (AR)