O jovem Rafael Santiago Bonfim, de 18 anos, foi executado com quatro tiros de revólver no momento em que participava do Mutirão da Cidadania em frente à Escola Municipal Antônia Tita, no Jardim Florianópolis, na Capital. O assassinato ocorreu por volta das 14h30. Testemunhas disseram que dois ocupantes de uma motocicleta se aproximaram do jovem. O desconhecido que estava na garupa sacou um revólver e atirou quatro vezes e acertou todas. Em seguida, fugiram por uma rua lateral em alta velocidade. Para policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato seria um acerto de contas. Conforme os policiais, um amigo da vítima relatou que Rafael saiu recentemente da prisão após ser autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Ele (Rafael) saiu da prisão não faz dois meses, disse um policial. Conforme as investigações, o jovem teria emprestado um revólver para alguns assaltantes do bairro praticarem algumas ações criminosas. Uma das suspeitas é que houve um desentendimento entre eles e os chefes do bando determinaram a execução de Rafael. Com certeza, foi um acerto de contas ou queima de arquivo, pois, dois homens numa motocicleta e um deles atirando, não se pode esperar outra coisa, né, observou um dos policiais. A polícia não descarta a hipótese de o jovem ter tido algum atrito dentro do presídio e, por isso, foi executado. Os policiais não informaram se alguma das testemunhas conseguiu anotar as placas da motocicleta. Na próxima semana, o delegado Márcio Pieroni deverá ouvir familiares do jovem para saber se ele estava sendo ameaçado. (AR)