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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011, 19h:09

VIOLÊNCIA

Em 15h, 3 são executados na Capital

Em pouco mais de 15 horas, três pessoas – sendo dois adolescentes – foram assassinadas com tiros de revólver na Capital. As investigações apontam que as execuções seriam acertos de contas e, também envolvendo tráfico de drogas. No bairro São Mateus, um garoto de 17 anos foi abatido a tiros. O outro adolescente foi executado também a tiros, no bairro Doutor Fábio. No Parque Cuiabá, o pai localizou o próprio filho que estava morto também a tiros há mais de 24 horas num local de difícil acesso. Trata-se do jovem Luiz Fernando Marochio de Castro, de 28 anos, executado com três tiros num “fumódromo” localizado na extensão da avenida principal do Parque Cuiabá. O crime ocorreu na quarta-feira à noite. O pai da vítima disse ter ouvido quatro tiros e, anteontem de manhã, saiu à procura do filho, mas não o localizou. O cadáver foi achado no final da tarde. Conforme o relato do pai, Luiz Fernando saiu de casa em companhia de mais três rapazes, todos usuários de drogas. Eles combinaram se drogar num matagal onde estão acostumados a frequentar. Não demorou muito, o pai ouviu os disparos. O pai relatou aos policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que o filho era dependente químico e saía num dia e voltava no outro. “Foi por volta das 10 e meia da noite da quarta-feira. Por volta da meia-noite e meia, escutei quatro tiros. A gente nunca imagina que seja alguém da família”, explicou. Na parte da manhã, ele ficou sabendo que eram os tiros que tinham atingido o filho dele, mas não sabia o local. Então, passou a procurá-lo e só o localizou no final da tarde. O pai acrescentou que o filho estava tentando se livrar das drogas. Disse que tinha algumas “broncas” para resolver. “Ele (Luiz Fernando) não detalhou o que era essa bronca”, completou. O pai adiantou aos policiais que tentou várias vezes livrar o filho das drogas. O jovem ficou internado duas vezes numa clínica de recuperação de dependentes químicos. “Fiz de tudo para meu filho”, complementou. O local onde o cadáver estava é considerado de difícil acesso. Tanto policiais, como peritos e técnicos em necropsia tiveram dificuldades em chegar até o cadáver. Para retirar o corpo, os técnicos tiveram que caminhar cerca de 100 metros até o rabecão. A delegada Anaíde Barros, de plantão na DHPP deverá transferir os trabalhos para o delegado André Renato Gonçalves. Com mais três execuções, sobe para 32 o número de assassinatos em 29 dias na Grande Cuiabá.

Edição EDIÇÃO 16959




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