PM prende dois homens que transportavam explosivos que, supostamente, seriam usados para detonar parte do muro da Penitenciária Central
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Um motociclista que saiu de Nortelândia (a 180 quilômetros da Capital) que transportava quatro bananas de dinamite foi preso por policiais em companhia de um cúmplice. A prisão da dupla de suspeitos com o explosivo ocorreu ontem no início da manhã, no Jardim Florianópolis, em Cuiabá. Os policiais suspeitavam que os artefatos seriam utilizados para detonar parte do muro da Penitenciária Central do Estado provocando uma fuga em massa. Conforme os policiais, eles receberam uma denúncia anônima de que o motociclista estaria armado, mas na revista, localizaram o explosivo. Na garupa, levava um cúmplice. De lá, eles foram levados para o Plantão Metropolitano da Capital. Aos policiais, um dos suspeitos relatou que recebeu o carregamento de dinamite em Nortelândia onde reside e deveria entregar a uma pessoa no bairro e depois retornaria para sua cidade. Os policiais foram até a residência, mas não encontraram a pessoa que havia encomendado o carregamento de explosivos. Os suspeitos foram autuados por transporte de explosivo e também receptação, uma vez que somente empresas especializadas podem comercializar dinamite. Conforme os policiais, havia a suspeita de que chegaria um carregamento de explosivo para detonar o muro. A partir daí, começaram a observar as informações sobre o carregamento que viria de outras cidades. Os policiais não descartam a hipótese de que entre os fugitivos estaria Lindomar Alves de Almeida, transferido recentemente da Bahia para a PCE para responder diversos processos por roubo pela Comarca de Cuiabá. Se da outra vez, ele (Lindomar) foi quem planejou a explosão do muro para uma fuga em massa, desta vez, tudo aponta para ele como sendo um dos beneficiados caso parte do muro fosse pelos ares, observou um policial. Policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) informaram que, desde a transferência de Lindomar para Cuiabá, o policiamento externo da PCE foi reforçado, pois existe o receio de que uma fuga em massa esteja planeja enquanto ele estiver no presídio.