POLÍCIA
Sexta-feira, 06 de Novembro de 2009, 23h:53
A
A
RESGATE
Dois que sequestraram empresário são presos na Capital
Policiais civis da Gerência de Repressão a Sequestros e Investigações Especiais (GRESIE) prenderam dois dos cinco sequestradores do empresário Sílvio Surdi, que ficou cerca de 48 horas num cativeiro e foi libertado após o pagamento do resgate de R$ 35 mil. Douglas Magalhães de Arruda e Vicente Ézio de Arruda foram presos no centro de Cuiabá. Dois já estavam presos: Rodrigo Lupércio da Silva e Eder da Silva que, de dentro da Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos), comandaram o sequestro através de telefones celulares. A ação ocorreu no dia 28 de agosto, em Cuiabá. Segundo o delegado Wlademir Fransosi, responsável pelas investigações, Rodrigo ligou para seu irmão Douglas, encarregado de ceder a chácara que serviu como cativeiro. O crime está esclarecido, uma vez que os sequestradores estão presos. Esses dois últimos (Marcos e Douglas) estão com a prisão temporária decretada, mas já solicitamos a preventiva, informou. O cativeiro funcionou no Cinturão Verde, na região do Pedra 90. De acordo com as investigações, trata-se de uma nova modalidade de sequestro, pois as vítimas são atraídas para uma atividade de seu ramo e acabam rendidas pelos bandidos. No caso do empresário, ele foi até um local para fazer um serviço de terraplanagem. Assim que chegou em sua picape, foi levado pelos seqüestradores, que ligaram para a família. A polícia foi acionada somente no dia seguinte. O que chamou a atenção dos policiais foi que, no momento em que um dos sequestradores foi buscar o resgate do outro lado da cidade, o empresário conseguiu escapar e ligou para a família. A partir do local indicado pelas vítimas, os policiais esclareceram o crime. As investigações apontam que Rodrigo, com um telefone celular, coordenou o sequestro de dentro do presídio. Exigiu pouco dinheiro e, com isso, libertou a vítima poucas horas depois. Mesmo preso, os dois seqüestradores foram indiciados pelo crime. Conforme os policiais, essa modalidade de seqüestro pode ter sido inspirado no golpe do caminhão do frete, em que os bandidos ligam para o proprietário do caminhão para fazer um carreto. Ao chegar ao local, os bandidos rendem o motorista e levam o veículo. A vítima só é libertada horas depois, após ter tempo suficiente para que o caminhão seja entregue para o receptador. (AR)