POLÍCIA
Quinta-feira, 08 de Maio de 2008, 22h:22
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LUBRIFICANTES
Dois presos por vender produto roubado
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil prendeu dois gerentes que trabalham numa grande empresa da Capital suspeita de revender lubrificantes roubados. Trata-se de Marcelo Lino da Silva e José Roberto Miquinou, da Marquinhos Moto Bala, que estavam comercializando uma carga de 900 frascos de óleo lubrificante para motor quatro tempos de motocicleta. A prisão ocorreu anteontem à tarde, oito dias após o roubo da carga ocorrido na MT-344, entre Dom Aquino e Campo Verde. Marcelo e José Roberto foram autuados por receptação. Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) conseguiram apreender cerca de 500 caixas dos 900 roubados. Os produtos avaliados em cerca de R$ 60 mil - estavam em três das cinco filiais da empresa Várzea Grande, CPA e Pedra 90. Segundo a delegada Cleibe de Paula, responsável pelas investigações, o esclarecimento ocorreu graças a um detalhe: o lote roubado tinha os frascos somente na cor preta. A partir daí, os policiais passaram a procurar as empresas que comercializam esse tipo de produto. Na loja da avenida Júlio Campos, em Várzea Grande, os policiais apreenderam 38 caixas. Os produtos estavam na gôndola da frente em preço promocional R$ 5 -, bem abaixo do preço médio, que é R$ 20. Os policiais descobriram que quem estava comercializando o produto era a filial do CPA. Na outra loja, foram apreendidas mais de 60 caixas. Na filial do bairro Pedra 90, os policiais apreenderam a parte maior cerca de 400 caixas. Falta, agora, localizar as 400 restantes. Uma das suspeitas é que tenham sido vendidas nesse período. Na delegacia, Marcelo relatou que comprou cada caixa por R$ 80, cerca de 25% a menos do que o valor praticado pelo mercado. Mesmo com o preço suspeito, não desconfiou que se tratava de produto roubado. O gerente recebeu o produto um dia após o assalto e não tinha pago ao fornecedor. Comprei de um homem conhecido como Dedé. Ele iria trazer a nota fiscal (ontem) e fazer o pagamento, alegou. No entendimento dos policiais, não existe Dedé algum e o roubo foi praticado por integrantes da mesma quadrilha. Um representante do fabricante do lubrificante disse à delegada estranhar o fato de oferecer o produto e a empresa apresentar um estoque sempre crescente. Conforme as investigações, a empresa estava fazendo análise de mercado em Rondônia para instalar uma loja de venda de peças usadas naquele Estado.