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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

POLÍCIA
Sexta-feira, 30 de Julho de 2010, 19h:39

CASO EIKO

Delegado reitera pedidos de prisão

O delegado Márcio Pieroni entrou com pedido de reconsideração ao juiz Eduardo Calmon, da comarca de Chapada dos Guimarães, por não ter decretado a prisão preventiva de quatro acusados de envolvimento na morte da estudante Eiko Uemura, jogada do precipício do Portão do Inferno no dia 29 de abril do ano passado. Na lista, está o pedido de prisão do advogado Sebastião Araújo Prado, suposto amante da jovem. O pedido foi feito nesta semana, após o magistrado negar a prisão dos quatro, na semana passada. No pedido, o delegado reitera a necessidade da prisão dos envolvidos e reafirma as provas contidas nas investigações. O novo pedido deverá ser apreciado na próxima segunda-feira. Em seu despacho no qual indeferiu a prisão, o juiz alegou que não havia indícios suficientes para a tal. Ao saber da decisão, na semana passada, Pieroni entrou com um novo pedido. O advogado Ulisses Rabaneda, que defende Sebastião Araújo, questionou as provas coletadas pela Polícia Civil, incluindo o exame de DNA realizado no fio de cabelo encontrado no porta-malas de um carro pertencente ao advogado. Para o delegado, no entanto, essa prova é de suma importância, uma vez que foi localizada no automóvel do advogado, na cidade de Rio Branco (AC). O exame foi refeito porque o material genético confrontado na primeira vez não era de Eiko. Em abril, chegou o resultado positivo. Somente no início deste mês o delegado confirmou o resultado do exame, mas explicou que não iria pedir prisão alguma porque não tinha concluído as investigações. Na semana passada, ele pediu a prisão de quatro investigados e ficou de concluir os trabalhos nesta semana. As investigações apontam que dois praticaram o assassinato e dois participaram, um deles como mandante. A partir daí, o delegado solicitou a prisão em Chapada porque o crime ocorreu naquela comarca. Como se trata de uma Delegacia Especializada, a DHPP pode atuar em todo o Estado. Eiko foi encontrada morta no dia 29 de abril do ano passado, no despenhadeiro do Portão do Inferno, na rodovia para Chapada dos Guimarães. A princípio, o crime foi investigado como suicídio, mas um novo laudo de necropsia assinado pelo médico legista Jorge Caramuru comprovou que ela foi morta e, em seguida jogada do penhasco. (AR)

Edição EDIÇÃO 16965




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