POLÍCIA
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h:19
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GOLPE DA SOCIALITE
Delegado pede prisão de mulher e mais 3
Mesmo sendo reconhecida por 12 vítimas de estelionato, a vendedora Elaine Cristina Silva Pereira Todesquini, de 32 anos, foi colocada em liberdade ontem de manhã. É que o delegado plantonista Cláudio Victor Freesz não encontrou indícios para prendê-la em flagrante. Porém, diante de tantas vítimas, ele solicitou a prisão preventiva dela junto à Comarca de Cuiabá. Com isso, a acusada poderá ser presa a qualquer momento. O delegado solicitou também a prisão do marido de Elaine, Leozir Roque Todesquini, da mãe, Lídia Mara da Silva, e do motorista, identificado como Bernardo. O delegado explicou que o golpe ocorreu há quase dois meses, tempo em que não se pode mais caracterizar o flagrante. Diante de tantas vítimas que nos procurou na delegacia e a reconheceram, representamos pela prisão preventiva dela, do marido, da mãe e do motorista, informou. Como até o final da manhã a Justiça não tinha se manifestado sobre o pedido, Elaine foi liberada. O delegado esclareceu que ela foi indiciada pelo crime de estelionato. Segundo o delegado, para que as vítimas não identificassem o endereço da acusada, o motorista fazia o transporte buscando as mercadorias no depósito ou na própria loja. Entre as vítimas estão proprietários de quatro joalherias que venderam jóias em troca de cheques pré-datados, que voltaram por insuficiência de fundos. As vítimas explicaram que as compras foram realizadas em dezembro com cheques para 30 dias. Quando começaram a cair e estavam sem fundos, os comerciantes passaram a trocar informações e descobriram que se tratava de um golpe. Além das joalherias, lojas de roupas e móveis finos foram vítimas. O golpe pode chegar ao montante de R$ 1 milhão. A vendedora, por sua vez, disse acreditar que as compras cheguem, no máximo, a R$ 100 mil. Ela declarou que comprou com cheques e esperava saldá-los, mas teve dificuldades financeiras e não conseguiu quitar os compromissos. Sempre bem vestida e se passando por pessoa de classe alta, Elaine conseguiu fazer várias compras, sendo uma delas numa loja de móveis coloniais localizada na avenida Dom Bosco, no centro da Capital. O proprietário não forneceu o valor do prejuízo. A vendedora foi detida anteontem à tarde, no pátio do Atacadão do Porto, após ser reconhecida por uma das vítimas. Com ela, havia várias jóias compradas recentemente. De lá, foi levada para a Delegacia do Verdão. A partir de algumas compras, os comerciantes começaram a rastrear a vendedora. Apesar de termos mais de 20 vítimas que caíram no golpe, esse número poderá ser maior. Tem comerciante cujo cheque pode não ter sido descontado, explicou um policial plantonista.