O policiamento na fronteira com a Bolívia existe, mas não consegue atender todas as necessidades, porque falta efetivo para patrulhar os 700 quilômetros de fronteira seca com o Brasil. A opinião é de um oficial da PM que atuou na região e conhece os problemas, pois existem dezenas de estradas que fazem divisa com o Brasil e os traficantes aproveitam a situação para passar a droga para o lado de cá. Diante da situação precária, a Polícia Militar pensa em pedir ajuda federal para equipar o Grupo Especial da Fronteira (Gefron), responsável pelo policiamento na região. Além de conseguir junto ao Governo Estadual R$ 1 milhão para o Gefron, é importante a participação do Governo Federal, pois a fronteira é muito grande, explicou o comandante geral da PM coronel Antônio Campos Filho. O Gefron é um exemplo de como o policiamento reprime o tráfico de drogas. Em 2003, foram apreendidos 96 quilos, ao passo que em 2005, este número saltou para mais de 700 quilos, um aumento significativo. Havia, no início, cinco postos fixos de fiscalização e, no ano passado, chegaram a 24. O número, porém, é insuficiente. Quando não havia o Gefron, os traficantes enchiam o porta-malas do carro com drogas. Hoje, não. Tentam camuflar na lataria. A PM está dificultando a ação dos bandidos, explicou o oficial da PM. (AR)