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POLÍCIA
Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015, 20h:34

GRUPO DE EXTERMÍNIO

Carro passa atirando e mata 1 em VG

Uma vez mais, um carro de modelo não sabido e tripulado por um número não determinado de homens armados e encapuzados passou atirando a esmo por uma rua de Várzea Grande, onde há jovens reunidos. Desta vez, foi no bairro Nossa Senhora da Guia, e o saldo foi um rapaz morto com um tiro de espingarda calibre 12, além de outro, internado no Pronto Socorro daquela cidade. Tudo aconteceu na alta noite de terça-feira (15), quando um grupo de rapazes conversava em frente à casa de um deles. No meio, um narguilé era compartilhado. Eram perto das 23h da noite quando o tal carro apareceu com vários homens encapuzados e armados com espingardas e pistolas de grosso calibre. Sem nada dizer, eles abaixaram os vidros e começaram a disparar sem piedade. A vítima fatal foi identificada como Robson Faísca, idade não informada, que recebeu tiros de espingarda calibre 12 no tórax, e de pistolas ponto 40 nas costas e braço. Ponto 40 é a pistola-padrão em uso pela Polícia Militar de Mato Grosso, apesar da informação de que há algumas em circulação no mundo do crime. Esse uso duplo, aliás, dá ensejo aos comentários das ruas, de que há sim um grupo de extermínio atuando mais intensamente em Várzea Grande, mas com algumas vindas periódicas a Cuiabá. O outro rapaz atingido, levou tiros de raspão. O delegado responsável pela investigação, Geraldo Gezoni (como todos os delegados da PJC, aliás), não gosta de comentar o assunto e detesta ouvir as palavras “grupo de extermínio”, já que isso envolveria -- até onde se sabe e fontes das próprias polícias comentam -- policiais e ou ex-policiais. Ele disse, no entanto, que ainda é cedo para falar qualquer coisa, pois mal ouviu as testemunhas da ação. O que se sabe até agora é que os atiradores passaram pela mesma rua várias vezes, pois ela é muito escura. Isso evidencia o fato de o tal carro estar mesmo à espreita das vítimas. Essa tese ganha força com o fato de o morto, Robson Faísca, ser indiciado por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e participação em um assassinato no bairro Vitória Régia, neste ano. O grupo de extermínio atuaria contra gente envolvida em crimes. Apesar de volta e meia atingir um, digamos, “ficha limpa” (sem condenação). Única entre os delegados a admitir, ainda que meio a contragosto, envolvimento do potencial grupo de extermínio em algumas ações na cidade vizinha, a titular da DHPP, Anaíde Barros, não afasta a probabilidade do tiroteio de ontem ser sim obra do tal grupo “vingador”. “O modus operandi é o mesmo. Encapuzados, carros cheios de homens armados e sempre atirando com espingardas e pistolas. Estamos investigando”, avisou. (RR)

Edição EDIÇÃO 16968




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