As farsas registradas na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) não estão relacionadas somente casos envolvendo veículos, mas a carga também. No ano passado, para encobrir o desvio de mais de 1.000 caixas de cerveja, o motorista registrou queixa do furto do caminhão incluindo a carga. A farsa não durou muito tempo e o motorista foi indiciado por furto de qualidade. Segundo o delegado Anderson Veiga, de plantão na delegacia, as investigações descobriram que o motorista tinha negociado a carga para desconhecidos. O crime praticado neste caso foi furto qualificado, pois o motorista gozava de confiança da empresa, lembrou o delegado. No Carnaval deste ano, o motorista de uma carreta simulou um assalto em Tangará da Serra e disse à polícia que ficou quatro dias num cativeiro, um verdadeiro recorde. Na verdade, ele tinha vendido a carreta e esperou quatro dias para registrar a queixa. Ao depor, não conseguiu fornecer a riqueza de detalhes, uma situação típica em roubo de carretas. Não demorou muito e acabou confessando a farsa. A carreta tinha sido recuperada numa fazenda na região da cidade de Castelo dos Sonhos (PA). O motorista foi indiciado por furto qualificado e o veículo entregue para o proprietário. (AR)