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POLÍCIA
Quinta-feira, 14 de Junho de 2012, 21h:33

SEQUESTRO

Caminhoneiro fica 72hs como refém

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Quatro homens armados sequestraram um caminhoneiro que transportava 40 toneladas de feijão a granel. A vítima ficou mais de 72 horas em poder dos ladrões que, além da carga, roubaram sua carreta Scânia. O crime ocorreu no dia 29 de maio em Confresa. O motorista só foi liberado após ser deixado num posto de combustível três dias depois, na cidade de Campo Verde, a uma distância de 750 quilômetros de Confresa. Para a Polícia Civil, foi tempo suficiente para que os ladrões descarregassem a carga para algum receptador. O caminhão foi abandonado na última terça-feira, no pátio de um posto de combustível na entrada da localidade de Capão Grande, em Várzea Grande. Segundo o caminhoneiro, que prestou depoimento na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) da Capital, os ladrões acreditavam se tratar de uma carga de soja, que estaria encomendada por alguém. “Pelo jeito, tiveram dificuldades em encontrar o receptador”, observou. O caminhoneiro relatou que foi rendido em Confresa. de onde iria para o Estado do Pará levar a carga. Disse que, depois, foi colocado num Gol e os bandidos viajaram cerca de 750 quilômetros sempre encapuzados. Nesses três dias, os bandidos forneceram comida e água ao motorista. Assim que foi libertado, a vítima entrou em contato com a empresa e com a Polícia, informando sobre o roubo. Ele registrou queixa em Campo Verde mesmo. Desde então, a Polícia estava tentando localizar a carreta. Os policiais informaram que a carga roubada está avaliada em cerca de R$ 120 mil e pode ter sido descarregada na Grande Cuiabá, uma vez que a carreta foi abandonada na rodovia dos Imigrantes. O delegado Clocy Huguinei de Oliveira, da DERRFVA, colocou uma equipe para verificar se alguma empresa comprou o feijão roubado. Os policiais vão verificar se o posto possui sistema de filmagem de segurança. Caso o produto seja localizado, o comerciante será autuado por receptação. “Com certeza, quem comprou, comprou barato e sabe que o produto é irregular. Ainda mais nesse tempo em que o feijão está caro”, lembrou um policial plantonista.

Edição EDIÇÃO 16959




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